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II Reis

 

[II Reis 1]II Reis 1

O PROFETA DE JAVÉ
1. Depois da morte de Acab, Moab se revoltou contra Israel.
2. Ocozias caiu da sacada de seu quarto, em Samaria, e ficou ferido. Então mandou mensageiros com o seguinte encargo: "Consultem Baal-Zebub, deus de Acaron, para ver se vou sarar destas feridas".
3. Mas o anjo de Javé disse a Elias, o tesbita: "Levante-se e vá ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria e diga-lhes: 'Por acaso não existe Deus em Israel, para vocês estarem consultando Baal-Zebub, deus de Acaron?
4. Por isso, assim diz Javé: Você não se levantará da cama em que se deitou. Com certeza você vai morrer' ". E Elias foi embora.
5. Os mensageiros voltaram, e o rei Ocozias perguntou-lhes: "Por que vocês voltaram?"
6. Eles responderam: "Um homem veio ao nosso encontro e nos mandou voltar ao rei que nos tinha enviado, para dizer a ele: 'Assim diz Javé: Por acaso não existe Deus em Israel, para que você mande consultar Baal-Zebub, deus de Acaron? Por isso você não se levantará da cama em que está deitado. Com certeza você vai morrer' ".
7. Ocozias perguntou: "Como era o homem que foi ao encontro de vocês e lhes disse essas coisas?"
8. Eles responderam: "Ele estava vestido com roupa de pêlos e usava um cinto de couro". O rei disse: "É Elias, o tesbita!"
9. Então mandou um oficial com cinqüenta soldados buscar Elias. O oficial subiu à procura de Elias, o encontrou sentado no alto do monte e lhe disse: "Homem de Deus, o rei manda você descer".
10. Elias respondeu: "Se eu sou homem de Deus, que um raio caia e queime você e seus cinqüenta soldados". Então um raio caiu e queimou o oficial e os seus cinqüenta soldados.
11. O rei mandou de novo outro oficial com cinqüenta soldados. O oficial subiu e disse a Elias: "Homem de Deus, o rei mandou você descer imediatamente".
12. Elias respondeu: "Se eu sou homem de Deus, que um raio caia e queime você e seus cinqüenta soldados". Então um raio caiu e queimou o oficial e seus cinqüenta soldados.
13. O rei mandou, pela terceira vez, um oficial com cinqüenta soldados. O oficial subiu, ajoelhou-se diante de Elias e suplicou: "Homem de Deus, que a minha vida e a vida desses cinqüenta soldados, seus servos, tenha algum valor para você.
14. Caiu um raio e queimou dois oficiais, cada um com seus cinqüenta homens. Mas agora, que a minha vida tenha algum valor para você!"
15. O anjo de Javé disse a Elias: "Desça com ele e não tenha medo". Elias se levantou, desceu com o oficial e foi falar com o rei.
16. E lhe disse: "Assim diz Javé: Uma vez que você enviou mensageiros para consultar Baal-Zebub, deus de Acaron, você não se levantará da cama em que está deitado. Com certeza você vai morrer".
17. E o rei Ocozias morreu, conforme a palavra de Javé, anunciada por Elias. E Ocozias não tinha filhos. Por isso, seu irmão Jorão subiu ao trono em seu lugar; e já fazia dois anos que Jorão, filho de Josafá, era rei de Judá.
18. O resto da história de Ocozias, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.

[II Reis 2]
VI. ELISEU, DISCÍPULO DE ELIAS

II Reis 2

A ATIVIDADE PROFÉTICA CONTINUA
1. Quando Javé arrebatou Elias ao céu num redemoinho, aconteceu o seguinte: Elias e Eliseu partiram de Guilgal.
2. Elias disse a Eliseu: "Fique aqui, porque Javé me mandou ir sozinho a Betel". Eliseu respondeu: "Pela vida de Javé e pela sua vida, não deixarei de acompanhar você". E desceram juntos a Betel.
3. Os irmãos profetas que moravam em Betel foram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: "Você está sabendo que Javé hoje mesmo vai levar embora seu mestre, nos ares, por cima da sua cabeça?" Eliseu respondeu: "Claro que sei: Mas fiquem quietos".
4. Elias disse: "Eliseu, fique por aqui mesmo, porque Javé me manda ir sozinho a Jericó". Mas Eliseu respondeu: "Pela vida de Javé e pela sua vida, não deixarei de acompanhar você". E foram para Jericó.
5. Os irmãos profetas que moravam em Jericó se aproximaram de Eliseu, e lhe disseram: "Você está sabendo que Javé hoje mesmo vai levar embora seu mestre, nos ares, por cima da sua cabeça?" Eliseu respondeu: "Claro que sei. Mas fiquem quietos".
6. Elias disse a Eliseu: "Fique por aqui mesmo, porque Javé me manda ir sozinho até o Jordão". Mas Eliseu respondeu: "Pela vida de Javé e pela sua vida, não deixarei de acompanhar você". E eles foram juntos.
7. Com eles foram cinqüenta irmãos profetas. Estes ficaram a certa distância, enquanto os dois pararam à margem do rio Jordão.
8. Então Elias pegou o manto, o enrolou e bateu com ele na água. A água se dividiu em duas partes, de tal modo que os dois passaram o rio sem molhar os pés.
9. Depois que passaram o rio, Elias disse a Eliseu: "Peça o que você quiser, antes que eu seja arrebatado da sua presença". Eliseu pediu: "Deixe-me como herança dupla porção do seu espírito".
10. Elias disse: "Você está pedindo uma coisa difícil. Em todo caso, se você me enxergar quando eu for arrebatado da sua presença, isso que pede lhe será concedido; caso contrário, não será concedido".
11. E, enquanto estavam andando e conversando, apareceu um carro de fogo com cavalos de fogo, que os separou um do outro. E Elias subiu ao céu no redemoinho.
12. Eliseu olhava e gritava: "Meu pai! Meu pai! Carro e cavalaria de Israel!" Depois não o viu mais. Então Eliseu pegou sua própria túnica e a rasgou em duas partes.
13. Pegou o manto de Elias, que havia caído, e voltou para a margem do Jordão.
14. Segurando o manto de Elias, bateu com ele na água, dizendo: "Onde está Javé, o Deus de Elias?" Bateu na água, que se dividiu em duas partes. E ele atravessou o rio.
15. Ao vê-lo, os irmãos profetas, que estavam a certa distância, comentaram: "O espírito de Elias repousa sobre Eliseu". Então foram ao seu encontro, se prostraram diante dele,
16. e disseram: "Aqui, entre seus servos, você pode contar com cinqüenta homens valentes. Permita que eles saiam para procurar seu mestre. Talvez o espírito de Javé o tenha arrebatado e jogado sobre algum monte ou dentro de algum vale". Eliseu respondeu: "Não mandem ninguém".
17. Eles, porém, insistiam tanto, a ponto de aborrecê-lo. Por fim, ele disse: "Então mandem". Eles mandaram cinqüenta homens, que procuraram Elias durante três dias, mas não o encontraram.
18. Voltaram para Eliseu, que tinha ficado em Jericó. Então Eliseu lhes disse: "Não falei para vocês não irem?"

VIDA PARA O POVO
19. Os habitantes de Jericó disseram a Eliseu: "A localização da cidade é boa, como o senhor pode ver; mas a água é ruim e faz as mulheres abortarem".
20. Eliseu pediu: "Tragam para mim um prato novo com sal". Eles levaram o prato,
21. e Eliseu foi até a fonte de água, jogou nela o sal, e disse: "Assim diz Javé: Eu faço esta água ficar boa, e ela não causará nem morte nem esterilidade".
22. E a água se tornou potável até o dia de hoje, como Eliseu tinha dito.

O PROFETA MERECE RESPEITO
23. Daí, Eliseu foi para Betel. Enquanto subia pelo caminho, um bando de garotos, que tinham saído da cidade, começaram a zombar dele, gritando: "Suba, careca! Suba, careca!"
24. Eliseu virou-se, olhou para eles e os amaldiçoou em nome de Javé. Então duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois garotos.
25. Eliseu foi para o monte Carmelo e depois voltou para Samaria.

[II Reis 3]
II Reis 3

ALCANCE DA AÇÃO PROFÉTICA
1. Jorão, filho de Acab, subiu ao trono de Israel, em Samaria, no ano dezoito do reinado de Josafá, rei de Judá. Reinou doze anos.
2. Fez o que Javé reprova, embora nem tanto como seu pai e sua mãe, pois derrubou a estela de Baal, que seu pai tinha erguido.
3. Contudo, repetiu os pecados que Jeroboão, filho de Nabat, fez Israel cometer, e deles não se afastou.
4. Mesa, rei de Moab, era criador de gado e pagava ao rei de Israel cem mil cordeiros e cem mil carneiros, juntamente com a lã.
5. Quando Acab morreu, Mesa se revoltou contra Israel.
6. Nesse tempo, o rei Jorão saiu de Samaria e passou revista a todo o Israel.
7. Depois mandou dizer ao rei de Judá: "O rei de Moab se revoltou contra mim. Você quer ir comigo para lutar contra Moab?" O rei de Judá respondeu: "Sim. Você e eu, seu exército e o meu, sua cavalaria e a minha, somos todos um só".
8. E perguntou: "Que caminho seguiremos?" Jorão respondeu: "O caminho do deserto de Edom".
9. Então os reis de Israel, Judá e Edom partiram. Depois de marchar sete dias, faltou água para o exército e para os animais.
10. Então o rei de Israel exclamou: "Ai de nós! Javé nos reuniu, os três reis, para nos entregar em poder de Moab!"
11. O rei de Judá perguntou: "Não existe por aqui algum profeta para podermos consultar a Javé?" Um dos oficiais do rei de Israel respondeu: "Aqui há um certo Eliseu, filho de Safat, que derramava água nas mãos de Elias".
12. Josafá comentou: "A palavra de Javé está com ele". Então o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom foram ao encontro de Eliseu.
13. Mas Eliseu disse ao rei de Israel: "Deixe-me em paz. Vá consultar os profetas de seu pai e de sua mãe". O rei de Israel replicou: "Olhe, Javé nos reuniu, os três reis, para nos entregar em poder de Moab".
14. Eliseu então disse: "Pela vida de Javé dos exércitos, a quem sirvo, se não fosse por consideração ao rei de Judá, eu nem olharia na sua cara.
15. Apesar de tudo, me tragam aqui um tocador de lira". Enquanto o músico tocava, a mão de Javé veio sobre Eliseu.
16. E ele disse: "Assim diz Javé: 'Cavem diversos fossos neste vale',
17. pois assim diz Javé: 'Vocês não verão vento nem chuva, mas este vale ficará cheio de água e vocês poderão beber com seus exércitos e animais'.
18. Como isso não bastasse, Javé entregará Moab nas mãos de vocês.
19. E vocês destruirão todas as cidades fortificadas, cortarão suas árvores frutíferas, fecharão todas as fontes e cobrirão de pedras todos os campos férteis".
20. De fato, na manhã seguinte, na hora da apresentação da oferta, veio água dos lados de Edom, e toda a região ficou alagada.
21. Os moabitas ficaram sabendo que esses reis tinham chegado para os atacar. Então convocaram todos os que tinham idade para pegar em armas e tomaram posição na fronteira.
22. De manhã, quando se levantaram e o sol brilhou sobre a água, os moabitas viram de longe a água, vermelha como sangue.
23. Então disseram: "É sangue. Os reis lutaram entre si e se mataram. E agora, Moab, vamos saquear".
24. Mas quando os moabitas chegaram ao acampamento israelita, os israelitas se levantaram e derrotaram os moabitas, que fugiram. Os israelitas entraram no território de Moab e o arrasaram:
25. destruíram as cidades, e cada um atirou pedras nos melhores campos até os cobrir, fecharam todas as fontes e cortaram todas as árvores frutíferas. Sobrou apenas Quir-Hares, que foi cercada e atacada pelos atiradores de pedras.
26. Quando o rei de Moab percebeu que não conseguiria sustentar o combate, tomou consigo setecentos homens armados de espada, para abrir uma passagem e chegar até o rei de Aram. Mas não conseguiu.
27. Pegou, então, seu filho primogênito, que lhe sucederia no trono, e o ofereceu em holocausto sobre a muralha. Desencadeou-se então uma grande indignação contra os israelitas, que tiveram de se retirar e voltar para seu país.

[II Reis 4]
II Reis 4

A LIBERTAÇÃO DOS POBRES
1. A esposa de um dos irmãos profetas suplicou a Eliseu: "Meu marido, seu servo, morreu. E você sabe que seu servo temia a Javé. Mas um homem, a quem devíamos, veio para levar meus dois filhos como escravos".
2. Eliseu perguntou: "Que posso fazer por você? Diga-me o que você tem em casa". A mulher respondeu: "Tudo o que tenho em casa é uma vasilha de azeite".
3. Então Eliseu ordenou: "Vá e tome emprestado dos vizinhos uma grande quantidade de vasilhas.
4. Depois entre em casa, feche a porta com seus filhos dentro, e encha todas as vasilhas com azeite. Conforme você as for enchendo, vá colocando à parte".
5. A mulher foi e se fechou em casa com os filhos. Estes iam levando as vasilhas e a mulher ia derramando o azeite dentro.
6. Quando as vasilhas ficaram cheias, ela pediu ao filho: "Traga mais uma". E ele respondeu: "Acabou". Então o azeite parou de correr.
7. A mulher foi contar isso ao homem de Deus, e ele disse: "Agora vá, venda o azeite, pague a dívida e use o que sobrar para viver com seus filhos".

PORTADOR DA VIDA
8. Certo dia, Eliseu passou pela cidade de Sunam, onde morava uma mulher rica, que o convidou para uma refeição em sua casa. Depois disso, cada vez que passava por aí, Eliseu entrava para comer.
9. A mulher disse ao marido: "Olhe, esse homem que está sempre em nossa casa é um santo homem de Deus.
10. Vamos fazer para ele um quarto de tijolos no terraço, com cama, mesa, cadeira e lâmpada. Quando ele vier à nossa casa, poderá ficar aí".
11. Um dia que Eliseu passou por Sunam, subiu para o quarto do terraço e se deitou.
12. Ele disse a seu servo Giezi: "Chame a sunamita". O servo a chamou, e ela se apresentou a Eliseu.
13. E ele disse ao servo: "Diga a ela: 'Você se preocupou conosco. Que podemos fazer por você? Quer alguma recomendação para o rei ou para o chefe do exército?' " A mulher respondeu: "Eu vivo no meio do meu povo".
14. Eliseu perguntou ao servo: "O que poderíamos fazer por ela?" Giezi respondeu: "Ela não tem filhos, e o marido dela já é idoso".
15. Eliseu disse: "Vá chamá-la" O servo chamou a mulher, e ela apareceu na porta.
16. Eliseu disse: "Daqui a um ano, nesta mesma data, você terá um filho nos braços". Ela, porém, respondeu: "Não, meu senhor, não engane sua serva".
17. A mulher, porém, ficou grávida e deu à luz um filho no ano seguinte, na mesma época que Eliseu havia predito.
18. O menino cresceu. Certo dia, foi encontrar seu pai junto com os ceifadores,
19. e lhe disse: "Estou com dor de cabeça". O pai disse a um dos servos: "Leve o menino para junto da mãe".
20. O servo pegou o menino e o levou para a mãe. O menino ficou no colo da mãe até o meio-dia, e depois morreu.
21. A mãe subiu até o terraço, colocou o menino sobre a cama do homem de Deus, fechou a porta e saiu.
22. Depois chamou o marido e lhe disse: "Mande-me um servo e uma jumenta. Vou correndo à casa do homem de Deus e volto logo".
23. O marido perguntou: "O que é que você vai fazer lá hoje? Não é nem lua nova nem sábado". Mas ela respondeu: "Fique sossegado".
24. Ela mandou selar a jumenta, e disse ao servo: "Vá na minha frente, e pare somente quando eu lhe disser".
25. Então a mulher foi ao encontro do homem de Deus no monte Carmelo. O homem de Deus viu a mulher de longe, e disse a seu servo Giezi: "A sunamita vem aí.
26. Corra ao encontro dela e pergunte: 'Você está bem? Seu marido vai bem? Seu filho está bem?' " A mulher respondeu: "Estamos bem".
27. Quando chegou perto do homem de Deus, no alto da montanha, a mulher abraçou os pés dele. Giezi se aproximou para afastá-la, mas o homem de Deus lhe disse: "Deixe-a. Ela está com a alma amargurada. Javé me escondeu isso e nada me revelou".
28. Então a mulher perguntou: "Por acaso eu lhe pedi um filho? Eu lhe havia pedido que não me enganasse".
29. Eliseu ordenou a Giezi: "Apronte-se, pegue meu bastão e coloque-se a caminho. Se você encontrar alguém, não o cumprimente, e se alguém o cumprimentar, não responda. Coloque meu bastão sobre o rosto do menino".
30. Mas a mãe disse: "Pela vida de Javé e pela sua vida, eu não o deixarei". Então Eliseu se levantou e a seguiu.
31. Giezi, que fora na frente, tinha colocado o bastão sobre o rosto do menino, mas o menino não falou nem reagiu. Então o servo voltou ao encontro de Eliseu e informou: "O menino não despertou".
32. Eliseu entrou na casa e encontrou o menino morto, estendido sobre sua própria cama.
33. Entrou, fechou a porta e rezou a Javé.
34. Depois subiu na cama, deitou-se sobre o menino, colocou a boca sobre a dele, os olhos sobre os dele, as mãos sobre as dele, e estendeu-se sobre o menino. E o menino foi se aquecendo.
35. Então Eliseu começou a andar pelo quarto, de cá para lá. Depois subiu de novo na cama e se estendeu sobre o menino. Fez isso sete vezes. Então o menino espirrou e abriu os olhos.
36. Eliseu chamou Giezi e lhe disse: "Chame a sunamita". Giezi a chamou. Quando ela chegou perto de Eliseu, este lhe disse: "Pegue seu filho".
37. A mulher entrou, jogou-se aos pés de Eliseu e prostrou-se no chão. Depois pegou o filho e saiu.

HABILIDADE DE ELISEU
38. Quando Eliseu voltou para Guilgal, havia fome na região. Os irmãos profetas estavam sentados na sua frente. Então Eliseu disse ao seu servo: "Ponha a panela grande no fogo, e prepare uma sopa para os irmãos profetas".
39. Um deles foi ao campo para apanhar verdura. Encontrou uvas bravas, apanhou-as e encheu o manto. Ao chegar, cortou-as em pedaços dentro da panela de sopa, sem saber que eram venenosas.
40. E distribuíram a sopa para que os homens comessem. Logo que provaram a sopa, gritaram: "Homem de Deus, isso é veneno!"
41. Eliseu ordenou: "Tragam farinha". Então pôs farinha na panela e disse: "Sirva as pessoas para que comam". E já não havia nada de ruim na panela.

O PROFETA ENSINA A REPARTIR
42. Um homem de Baal-Salisa levou, ao homem de Deus, pão da primeira colheita; levou vinte pães de cevada e trigo novo no bornal. Eliseu ordenou: "Distribua a essas pessoas para que comam".
43. Seu servo disse: "Como vou distribuir isso para cem pessoas?" Eliseu insistiu: "Distribua a essas pessoas, para que comam. Porque assim diz Javé: Elas comerão e ainda sobrará".
44. Então o servo os distribuiu. Todos comeram e ainda sobrou, como Javé tinha dito.

[II Reis 5]
II Reis 5

JAVÉ DÁ A VIDA GRATUITAMENTE
1. Naamã, chefe do exército do rei de Aram, era homem estimado e favorecido pelo seu senhor. Foi por meio dele que Javé concedeu a vitória aos arameus. No entanto, esse homem valente ficou leproso.
2. Numa incursão, os arameus tinham levado do território de Israel uma jovem, que ficou a serviço da mulher de Naamã.
3. Ela disse à patroa: "Meu senhor poderia apresentar-se ao profeta de Samaria. Ele certamente o livraria da lepra".
4. Naamã foi informar seu senhor: "A moça israelita disse isso".
5. O rei de Aram lhe disse: "Vá até lá. Vou mandar uma carta para o rei de Israel". Naamã partiu levando trezentos e cinqüenta quilos de prata, sessenta e oito quilos de ouro e dez roupas de festa.
6. Naamã entregou ao rei de Israel a carta que dizia: "Quando você receber esta carta, verá que estou lhe mandando meu servo Naamã para que o cure da lepra".
7. O rei de Israel leu a carta e rasgou as próprias roupas, exclamando: "Por acaso eu sou um deus, capaz de dar a morte ou a vida, para que esse fulano me mande um homem para eu curá-lo de lepra? Vejam bem: ele anda buscando algum pretexto contra mim!"
8. Eliseu, homem de Deus, soube que o rei de Israel tinha rasgado as próprias roupas, e mandou dizer a ele: "Por que você rasgou as roupas? Deixe que ele venha ao meu encontro, e ficará sabendo que há um profeta em Israel".
9. Naamã chegou com seus cavalos e seu carro, e parou na frente da casa de Eliseu.
10. Então Eliseu mandou um mensageiro até ele com esta ordem: "Vá e se lave sete vezes no rio Jordão. Seu corpo ficará limpo, e você ficará curado".
11. Naamã se irritou e foi embora, dizendo: "Eu pensava que ele saísse e invocasse de pé o nome de Javé, o Deus dele. Depois passasse a mão no lugar da doença e, assim, me livrasse da lepra.
12. Por acaso o Abana e o Farfar, rios de Damasco, não são melhores que todas as águas de Israel? Eu não poderia lavar-me neles e ficar curado?" Virou-se e foi embora indignado.
13. Seus servos se aproximaram e disseram: "Se o profeta lhe tivesse mandado fazer alguma coisa difícil, o senhor não faria? No entanto, ele só mandou isto: 'Lave-se, e você ficará curado' ".
14. Então Naamã desceu e mergulhou sete vezes no rio Jordão, como o homem de Deus havia dito. Sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ele ficou curado.
15. Então Naamã voltou com toda a sua comitiva até o homem de Deus. Entrou, parou na frente do profeta e disse: "Agora eu sei que não há outro Deus na terra, a não ser em Israel! Por favor, aceite um presente do seu servo".
16. Eliseu respondeu: "Pela vida de Javé, a quem eu sirvo: não aceitarei nenhum presente". Naamã insistiu para que ele aceitasse, mas ele recusou.
17. Então Naamã pediu: "Já que o senhor recusou, ao menos permita que seja dado a seu servo a quantidade de terra que duas mulas podem carregar, pois o seu servo não oferecerá mais holocausto e sacrifício a outros deuses, mas somente para Javé.
18. E que Javé perdoe só uma coisa ao seu servo: quando o rei, meu senhor, vai ao templo de Remon para adorar, ele se apóia no meu braço e eu também me prostro junto com ele no templo de Remon. Que Javé perdoe esse gesto do seu servo".
19. Eliseu disse: "Vá em paz". Naamã já se havia distanciado um bom tanto,
20. quando Giezi, servo de Eliseu, pensou: "Meu senhor foi condescendente com esse arameu Naamã, não aceitando dele o presente oferecido. Pela vida de Javé! Vou correr atrás dele e ganharei alguma coisa".
21. Então Giezi saiu correndo para alcançar Naamã. Quando Naamã viu que Giezi ia correndo atrás dele, desceu do carro, foi ao seu encontro, e perguntou: "Está tudo bem?"
22. Giezi respondeu: "Tudo bem. Só que meu senhor mandou dizer-lhe: 'Agora mesmo acabam de chegar, da região montanhosa de Efraim, dois jovens irmãos profetas. Por favor, dê para eles trinta e cinco quilos de prata e duas roupas de festa' ".
23. Naamã respondeu: "Aceite setenta quilos". Insistiu para que Giezi aceitasse. Depois Naamã colocou setenta quilos de prata e as roupas de festa em duas sacolas, e entregou a dois servos seus. Estes foram na frente de Giezi, levando as sacolas.
24. Chegando a Ofel, Giezi pegou os presentes, guardou-os em casa, despediu os homens, e eles foram embora.
25. Depois Giezi foi ao encontro do seu senhor, e Eliseu lhe perguntou: "Onde é que você foi, Giezi?" Ele respondeu: "O seu servo não foi a lugar nenhum". Mas Eliseu retrucou:
26. "Você pensa que o meu espírito não estava presente quando alguém desceu do carro e foi encontrar você? Agora que você recebeu o dinheiro, com ele você pode comprar roupas, plantações de azeitonas, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas.
27. Mas a lepra de Naamã passará para você e seus descendentes para sempre". E Giezi saiu da presença de Eliseu, branco como a neve, por causa da lepra.

[II Reis 6]
II Reis 6

DEUS SE MANIFESTA ENTRE OS POBRES
1. Os irmãos profetas disseram a Eliseu: "Como o senhor pode perceber, o lugar onde estamos morando com o senhor é muito pequeno para nós.
2. Vamos até o rio Jordão, e cada um de nós pegará um tronco para construir aí uma casa". Eliseu disse: "Podem ir".
3. Um deles pediu: "Por favor, venha com os seus servos". Eliseu respondeu: "Eu vou".
4. E foi com eles. Chegando ao rio Jordão, começaram a cortar madeira.
5. Um dos irmãos estava cortando um tronco e o machado caiu na água. Então ele gritou: "Meu senhor, era um machado emprestado!"
6. O homem de Deus perguntou: "Onde é que o machado caiu?" O irmão mostrou-lhe o lugar. Então Eliseu cortou um galho de árvore, jogou no lugar e o machado boiou.
7. Eliseu disse: "Pegue o machado". O homem estendeu a mão e pegou o machado.

O PROFETA NA VIDA POLÍTICA
8. O rei de Aram estava em guerra contra Israel. Numa reunião com seus oficiais, ele determinou: "Vamos fazer uma emboscada em tal lugar".
9. Mas Eliseu mandou dizer ao rei de Israel: "Cuidado com o tal lugar, porque os arameus estão acampados aí".
10. O rei de Israel mandou seus homens para o lugar que Eliseu lhe havia indicado. Eliseu avisava, e o rei tomava precauções. E isso aconteceu várias vezes.
11. O rei de Aram ficou perplexo com isso, convocou seus oficiais e perguntou: "Digam-me! Quem dos nossos está nos traindo junto ao rei de Israel?"
12. Um dos oficiais respondeu: "Não é nenhum de nós, senhor meu rei. É Eliseu, profeta de Israel, que revela ao rei de Israel até as palavras que o senhor diz no quarto de dormir".
13. Então o rei ordenou: "Vejam onde ele está, que eu o mandarei prender". Então informaram: "Eliseu está em Datã".
14. O rei mandou para lá cavalaria, carros e poderosa tropa, que chegaram de noite e cercaram a cidade.
15. No dia seguinte, Eliseu madrugou para sair, e viu que um exército estava cercando a cidade, com cavalos e carros. Seu servo lhe disse: "Meu senhor, o que vamos fazer?"
16. Eliseu respondeu: "Não tenha medo. Os que estão conosco são mais numerosos que eles".
17. E Eliseu rezou: "Javé, abre os olhos do meu servo, para que ele possa enxergar". Javé abriu os olhos do servo, e ele viu a montanha cheia de cavalaria e carros de fogo em torno de Eliseu.
18. Quando os arameus desceram contra ele, Eliseu pediu a Javé: "Atrapalha a vista desse pessoal". E Javé atrapalhou a vista deles, conforme Eliseu havia pedido.
19. Então Eliseu disse para eles: "Não é este o caminho, nem a cidade certa. Sigam-me, e eu os levarei ao homem que vocês estão procurando". E os levou para Samaria.
20. Quando entraram em Samaria, Eliseu pediu: "Javé, abre os olhos deles, para que enxerguem bem". Javé abriu os olhos deles, e eles começaram a enxergar: estavam no centro de Samaria!
21. Ao vê-los, o rei de Israel perguntou: "Devo matá-los, meu pai?"
22. Ele respondeu: "Não os mate. Será que você iria matar gente que você não aprisionou com sua espada e seu arco? Dê-lhes pão e água, para que comam e bebam, e depois voltem para o seu senhor".
23. O rei lhes preparou um grande banquete. Eles comeram e beberam. Depois o rei os despediu, e eles voltaram para o seu senhor. E os bandos arameus não fizeram mais incursões no território israelita.

A SALVAÇÃO VEM ATRAVÉS DOS MARGINALIZADOS
24. Tempos depois, Ben-Adad, rei de Aram, reuniu todo o seu exército e cercou a cidade de Samaria.
25. Então houve grande fome em Samaria, e o cerco foi tão duro que um jumento chegou a valer novecentos gramas de prata e sessenta gramas de raízes custava sessenta gramas de prata.
26. O rei de Israel estava passando pela muralha, e uma mulher gritou para ele: "Socorro, senhor meu rei".
27. Ele respondeu: "Se Javé não socorre você, onde vou achar auxílio para salvá-la? Na eira ou no lagar?"
28. Depois o rei perguntou: "O que está acontecendo?" Ela respondeu: "Esta mulher aqui me disse: 'Traga o seu filho aqui para o comermos hoje; amanhã comeremos o meu'.
29. Nós cozinhamos o meu filho e o comemos. No dia seguinte, eu disse a ela: 'Agora entregue seu filho para nós o comermos'. Mas ela escondeu o filho dela".
30. Quando o rei ouviu o que a mulher dizia, rasgou as próprias roupas. Aconteceu que o rei estava andando sobre a muralha, e todos puderam ver que ele estava usando um cilício.
31. Então o rei disse: "Que Deus me castigue se Eliseu, filho de Safat, ainda hoje estiver com a cabeça em cima dos ombros".
32. Enquanto isso, Eliseu estava sentado em casa com os anciãos. O rei mandou um mensageiro na frente. Mas, antes que este chegasse, Eliseu disse aos anciãos: "Vocês vão ver como esse assassino mandou alguém para cortar a minha cabeça! Cuidado! Quando ele chegar, tranquem a porta e não o deixem passar. Não será o barulho dos passos do senhor dele que vem logo atrás?"
33. Eliseu ainda estava falando com eles, quando o rei chegou e disse: "Essa desgraça vem de Javé! O que mais posso esperar de Javé?"

[II Reis 7]
II Reis 7

1. Eliseu respondeu: "Escutem a palavra de Javé: Assim diz Javé: Amanhã, nesta mesma hora, na porta de Samaria, uma arroba de flor de farinha vai custar onze gramas de prata, e duas arrobas de cevada valerão onze gramas".
2. O escudeiro, no qual o rei se apoiava, disse a Eliseu: "Mesmo que Javé abrisse janelas no céu, seria possível acontecer isso?" Eliseu respondeu: "Você verá com seus próprios olhos, mas não vai comer nada".
3. Quatro leprosos que estavam na entrada da cidade comentaram entre si: "Por que ficar aqui esperando a morte?
4. Se resolvermos entrar na cidade, morreremos, porque aí reina a fome. Se ficarmos aqui, vamos morrer do mesmo jeito. Então vamos para o lado do acampamento dos arameus: se nos deixarem viver, viveremos; se eles nos matarem, morreremos".
5. Ao cair da tarde, eles foram para o acampamento dos arameus e percorreram todo o acampamento. Não havia ninguém aí.
6. O Senhor havia feito escutar, no acampamento dos arameus, barulho de carros, de cavalos e de grande exército. Então os arameus disseram. "O rei de Israel deve ter contratado os reis heteus e os reis do Egito para nos atacar!"
7. Ao anoitecer, eles se levantaram e fugiram, abandonando tendas, cavalos, jumentos, e deixando o acampamento como estava. Eles fugiram para salvar a vida.
8. Depois de percorrer o acampamento, os leprosos entraram numa tenda, onde comeram e beberam. Em seguida, pegaram prata, ouro e roupas, e esconderam tudo. Voltaram, entraram em outra tenda, pegaram tudo o que encontraram e levaram para o esconderijo.
9. Então comentaram: "Não estamos agindo certo. Hoje é um dia de boas notícias e nós estamos calados! Se esperarmos até amanhã de manhã, seremos castigados. Vamos levar a notícia ao palácio do rei".
10. Eles foram, chamaram os porteiros da cidade e informaram: "Fomos ao acampamento dos arameus: lá não há ninguém, não se ouve a voz de ninguém; há somente cavalos e jumentos amarrados, e as tendas estão abandonadas!"
11. Os porteiros gritaram para dentro e informaram o palácio do rei.
12. Então o rei se levantou à noite e disse a seus oficiais: "Vou explicar a vocês o que os arameus estão tramando contra nós. Eles sabem que estamos passando fome. Por isso, eles saíram do acampamento para se esconder no campo. Estão imaginando o seguinte: 'Eles vão sair da cidade. Então nós os prenderemos vivos e entraremos na cidade' ".
13. Um dos oficiais sugeriu: "Vamos pegar cinco dos cavalos que estão vivos. O máximo que pode acontecer com eles, é o que já está acontecendo com toda a multidão de Israel que resta na cidade. Essa multidão de Israel que está morrendo. Vamos mandá-los e ver o que acontece!"
14. Então tomaram dois carros com os cavalos, e o rei os mandou atrás do exército dos arameus, dizendo: "Vão lá e vejam".
15. Eles foram até o rio Jordão e viram que todo o caminho estava cheio de roupas e objetos que os arameus, cheios de pavor, tinham abandonado. Os mensageiros voltaram e contaram tudo ao rei.
16. Então o povo saiu e saqueou o acampamento dos arameus. E uma arroba de flor de farinha passou a custar onze gramas de prata, e duas arrobas de cevada custavam onze gramas, conforme a palavra de Javé.
17. O rei tinha posto como guarda da porta o seu escudeiro, no qual se apoiava. O povo pisoteou o escudeiro junto à porta, e ele morreu, como o homem de Deus havia predito. De fato, ele havia predito isso quando o rei fora até ele.
18. O homem de Deus tinha dito ao rei: "Amanhã, nesta mesma hora, na porta de Samaria, duas arrobas de cevada vão custar onze gramas de prata, e uma arroba de flor de farinha custará onze gramas".
19. E o escudeiro havia perguntado ao homem de Deus: "Mesmo que Javé abrisse janelas no céu, seria possível acontecer isso?" Eliseu respondera: "Você verá isso com seus próprios olhos, mas não vai comer nada".
20. Foi justamente o que aconteceu: o povo pisoteou o escudeiro na porta, e ele morreu.

[II Reis 8]
II Reis 8

MEMÓRIA E INFLUÊNCIA DO PROFETA
1. Eliseu disse à mulher, cujo filho ele havia feito reviver: "Pode partir com sua família e vá morar onde você puder, no estrangeiro, porque Javé mandou a fome, que já está chegando ao país, e vai durar sete anos".
2. A mulher foi e fez o que o homem de Deus tinha mandado: partiu com sua família e morou sete anos no território dos filisteus.
3. Passados sete anos, ela voltou da terra dos filisteus, e foi reclamar junto ao rei sobre sua casa e seu terreno.
4. O rei estava conversando com Giezi, servo do homem de Deus. Ele dizia: "Conte-me todas as grandes coisas que Eliseu fez".
5. Giezi estava contando ao rei a ressurreição do menino morto, quando a mulher, cujo filho Eliseu havia ressuscitado, chegou para reclamar junto ao rei sobre sua casa e seu terreno. Giezi disse: "Senhor meu rei, essa é a mulher e esse é o seu menino, que Eliseu ressuscitou".
6. O rei interrogou a mulher e ela contou o acontecido. Então o rei mandou que um funcionário a acompanhasse. E ordenou: "Seja restituído a essa mulher tudo o que lhe pertence e todos os rendimentos do terreno, desde o dia em que ela deixou o país até hoje".

O PROFETA SABE DISCERNIR
7. Eliseu foi a Damasco, quando Ben-Adad, o rei de Aram, estava doente. Informaram o rei: "O homem de Deus está aqui".
8. Então o rei ordenou a Hazael: "Tome um presente, vá encontrar-se com o homem de Deus e consulte Javé por meio dele, para saber se vou ficar curado desta doença".
9. Hazael foi encontrar-se com Eliseu, levando como presente uma carga de quarenta camelos carregados de tudo o que havia de melhor em Damasco. Chegando à presença de Eliseu, disse: "Seu filho Ben-Adad, rei de Aram, mandou perguntar ao senhor se ele vai ficar bom da doença".
10. Eliseu respondeu: "Diga ao rei que ele poderá ficar bom. No entanto, Javé me mostrou que ele certamente vai morrer".
11. Nesse momento, Eliseu ficou com o rosto imóvel e o olhar fixo. E o homem de Deus começou a chorar.
12. Hazael perguntou: "Por que é que o senhor está chorando?" Eliseu respondeu: "Porque eu sei o mal que você fará aos israelitas: você vai incendiar as fortalezas, passar a fio de espada os jovens, esmagar as crianças e rasgar o ventre das mulheres grávidas!"
13. Hazael perguntou: "Mas quem é este seu servo? Eu não passo de um cão. Como poderia eu fazer essas coisas?" Eliseu respondeu: "Javé me mostrou numa visão que você será o rei de Aram".
14. Hazael deixou Eliseu e voltou para o seu senhor. Este perguntou: "O que foi que Eliseu disse?" Hazael respondeu: "Ele disse que o senhor poderia ficar curado".
15. No dia seguinte, Hazael pegou uma coberta, a encharcou de água e a colocou sobre o rosto de Ben-Adad, até que ele morreu. E Hazael reinou no lugar dele.

JORÃO EM JUDÁ: REINO EM DECADÊNCIA
16. Jorão, filho de Josafá, subiu ao trono de Judá no quinto ano do reinado de Jorão, filho de Acab, rei de Israel.
17. Ele tinha trinta e dois anos quando subiu ao trono. E reinou oito anos em Jerusalém.
18. Imitou o comportamento dos reis de Israel, como a família de Acab havia feito. Isso porque ele se casou com uma mulher da família de Acab; e fez o que Javé reprova.
19. Javé, porém, não quis destruir Judá, por causa do seu servo Davi, pois havia prometido a ele deixar sempre uma lâmpada em sua presença.
20. No tempo de Jorão, rei de Judá, Edom conseguiu libertar-se do domínio de Judá e formar um reino independente.
21. Jorão foi a Seira com todos os seus carros. Levantou-se de noite e, embora tivesse derrotado o exército edomita que o cercava e todos os seus comandantes de carros, a tropa de Jorão debandou e fugiu para suas tendas.
22. Desse modo, Edom se tornou independente de Judá até hoje. Também foi nessa época que Lebna se rebelou.
23. O resto da história de Jorão, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
24. Jorão morreu e foi enterrado com seus antepassados na Cidade de Davi. E seu filho Ocozias lhe sucedeu no trono.

OCOZIAS EM JUDÁ: PARENTESCO E ALIANÇA
25. Ocozias, filho de Jorão, subiu ao trono de Judá no ano doze do reinado de Jorão, rei de Israel, filho de Acab.
26. Começou a reinar com vinte e dois anos. E reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia e era filha de Amri, rei de Israel.
27. Ocozias imitou o comportamento da família de Acab e, como esta, fez o que Javé reprova, pois era parente dessa família.
28. Junto com Jorão, filho de Acab, Ocozias foi lutar em Ramot de Galaad contra Hazael, rei de Aram. Mas os arameus feriram Jorão,
29. que voltou para Jezrael, a fim de tratar dos ferimentos que recebera dos arameus em Ramot, ao lutar contra Hazael, rei de Aram. Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá, foi a Jezrael para visitar Jorão, filho de Acab, que estava ferido.

[II Reis 9]
II Reis 9

O PROFETA FAZ POLÍTICA
1. O profeta Eliseu chamou um dos irmãos profetas, e lhe ordenou: "Prepare-se, pegue esta vasilha de azeite e vá para Ramot de Galaad.
2. Ao chegar, procure Jeú, filho de Josafá, neto de Namsi. Quando você o encontrar, chame-o do meio de seus companheiros e leve-o até um aposento separado.
3. Pegue então a vasilha e derrame o azeite sobre a cabeça dele, dizendo: 'Assim diz Javé: Estou ungindo você como rei de Israel'. Depois abra a porta e fuja depressa".
4. O jovem foi para Ramot de Galaad.
5. Ao chegar, encontrou os chefes do exército reunidos. E disse: "Chefe, tenho uma mensagem para você". Jeú perguntou: "Para qual de nós?" O jovem respondeu: "Para você, chefe".
6. Jeú se levantou e entrou no aposento. Então o jovem derramou o azeite sobre a cabeça dele, e disse: "Assim diz Javé, o Deus de Israel: Estou ungindo você como rei de Israel, o povo de Javé.
7. Elimine a família de Acab, seu senhor, e eu vingarei o sangue de meus servos, os profetas, e de todos os servos de Javé, contra Jezabel
8. e contra toda a família de Acab. Eliminarei de Israel todos os homens da família de Acab, seja escravo, seja livre.
9. Tratarei a família de Acab como tratei a família de Jeroboão, filho de Nabat, e a família de Baasa, filho de Aías.
10. Jezabel será devorada pelos cães no campo de Jezrael, e ninguém a enterrará". Depois disso, o jovem abriu a porta e fugiu.
11. Jeú saiu para se reunir com os oficiais de seu senhor, e estes lhe perguntaram: "Está tudo bem? O que é que esse louco estava querendo?" Jeú respondeu: "Vocês conhecem bem esse homem e seu tipo de conversa".
12. Eles, porém, insistiram: "Vamos lá! Conte o que houve". Jeú respondeu: "Ele me disse o seguinte: 'Assim diz Javé: Estou ungindo você como rei de Israel' ".
13. Imediatamente todos pegaram seus mantos e os estenderam sobre os degraus, aos pés de Jeú. Depois tocaram a trombeta e aclamaram: "Jeú é rei".

JEÚ E A VINGANÇA DE UM POVO
14. Jeú, filho de Josafá e neto de Namsi, organizou uma conspiração contra Jorão. Ora, Jorão estava com todo o Israel defendendo Ramot de Galaad contra um ataque de Hazael, rei de Aram.
15. O rei Jorão, porém, tinha voltado a Jezrael para se tratar dos ferimentos que recebera dos arameus na guerra contra Hazael, rei de Aram. Jeú disse aos chefes: "Se vocês estão de acordo, não deixem ninguém sair da cidade para levar a notícia a Jezrael".
16. Então Jeú subiu num carro e partiu para Jezrael. Jorão estava aí, de cama, e Ocozias, rei de Judá, tinha ido visitá-lo.
17. A sentinela, que estava na torre de Jezrael, viu o grupo de Jeú se aproximando, e disse: "Estou vendo uma tropa". Jorão ordenou: "Chame um cavaleiro e o mande ao encontro deles para perguntar se estão trazendo boas notícias".
18. O cavaleiro foi ao encontro de Jeú, e disse: "O rei manda perguntar se vocês trazem boas notícias". Jeú respondeu: "O que importam para você as boas notícias? Siga-me". A sentinela anunciou: "O mensageiro chegou até eles, mas não está voltando".
19. Então o rei mandou outro cavaleiro, que foi até Jeú e disse: "O rei manda perguntar se vocês trazem boas notícias". Jeú respondeu: "O que importam para você as boas notícias? Siga-me".
20. A sentinela anunciou: "O mensageiro chegou até eles, mas não está voltando. Pelo jeito de guiar o carro, deve ser Jeú, neto de Namsi. Ele vem guiando como um doido!"
21. Jorão disse: "Preparem o meu carro". O carro foi preparado, e Jorão, rei de Israel, e Ocozias, rei de Judá, cada qual no seu carro, saíram ao encontro de Jeú e se encontraram com ele na propriedade de Nabot de Jezrael.
22. Ao ver Jeú, Jorão perguntou: "Está tudo bem, Jeú?" Este respondeu: "Como pode estar tudo bem, se continuam as prostituições de sua mãe Jezabel e as inúmeras magias?"
23. Então Jorão virou o carro e fugiu, gritando para Ocozias: "É traição, Ocozias!"
24. Jeú, porém, já havia esticado o arco, e atingiu Jorão no meio das costas. A flecha varou o coração de Jorão, e ele caiu no carro.
25. Jeú ordenou para seu escudeiro Badacer: "Tire e jogue-o no terreno que pertencia a Nabot de Jezrael. Você se lembra quando nós dois estávamos juntos num carro perseguindo Acab, o pai dele? Javé pronunciou então esta sentença contra ele:
26. 'Ontem à tarde eu vi o sangue de Nabot e dos filhos dele, oráculo de Javé. Farei você pagar neste mesmo terreno, oráculo de Javé'. Agora, portanto, tire Jorão e jogue-o neste terreno, conforme a palavra de Javé".
27. Vendo isso, Ocozias, rei de Judá, fugiu pelo caminho de Bet-Gã. Jeú o perseguiu e gritou: "Matem Ocozias também". E ele foi ferido no seu carro, na subida de Gaver, perto de Jeblaam. Refugiou-se em Meguido, onde morreu.
28. E foi levado num carro pelos seus servos para Jerusalém e enterrado no seu túmulo, juntamente com seus antepassados, na Cidade de Davi.
29. Ocozias tinha subido ao trono de Judá no ano onze do reinado de Jorão, filho de Acab.
30. Jeú foi para Jezrael. Ao saber disso, Jezabel pintou os olhos, enfeitou a cabeça e ficou na janela.
31. Quando Jeú atravessou a porta da cidade, ela perguntou: "Está tudo bem, ó Zambri, assassino do seu senhor?"
32. Jeú olhou para a janela e disse: "Quem está comigo?" Dois ou três funcionários disseram que estavam do lado dele.
33. Então Jeú ordenou: "Joguem essa mulher para baixo". Eles a jogaram. E o sangue dela espirrou na parede e nos cavalos, que a pisotearam.
34. Em seguida, Jeú entrou, comeu e bebeu. Depois disse: "Vão ver aquela maldita e a enterrem, pois é filha de rei".
35. Mas, quando chegaram para enterrá-la, só encontraram o crânio, os pés e as mãos.
36. Foram contar a Jeú, e ele disse: "Esta foi a palavra que Javé pronunciou por meio de seu servo Elias, o tesbita: No campo de Jezrael, os cães devorarão a carne de Jezabel,
37. e o cadáver de Jezabel será como esterco espalhado pelo campo de Jezrael, de modo que não se poderá reconhecer que é Jezabel!"

[II Reis 10]
II Reis 10

EXTERMINANDO A IDOLATRIA
1. Em Samaria havia setenta filhos de Acab. Jeú escreveu cartas, e as enviou para Samaria aos chefes da cidade, aos anciãos e tutores dos filhos de Acab. As cartas diziam:
2. "Quando esta carta chegar, vocês, que estão com os filhos do seu senhor e possuem carros e cavalos, cidade fortificada e armas,
3. escolham o melhor e o mais digno dos filhos do seu senhor e o coloquem no trono do pai. Depois lutem pela família do senhor de vocês!"
4. Eles, porém, ficaram com muito medo, e disseram: "Se dois reis não puderam resistir a Jeú, como é que nós vamos conseguir?"
5. Então o prefeito do palácio, o comandante da cidade, os anciãos e os tutores mandaram dizer a Jeú: "Somos seus servos. Faremos o que você mandar. Não vamos escolher nenhum rei. Faça o que você achar melhor".
6. Jeú escreveu outra carta, dizendo: "Se vocês estão do meu lado e querem me escutar, façam o seguinte: peguem os cabeças dentre os homens da família do seu senhor e venham aqui em Jezrael, amanhã, nesta mesma hora". Setenta filhos do rei moravam nas casas dos notáveis da cidade, onde eram educados.
7. Quando a carta chegou, eles pegaram os filhos do rei, degolaram os setenta, puseram as cabeças dentro de cestos e mandaram para Jezrael.
8. Um mensageiro anunciou a Jeú: "Eles trouxeram as cabeças dos filhos do rei". Jeú ordenou: "Façam com as cabeças dois montes na entrada, junto à porta da cidade, e deixem aí até amanhã de manhã".
9. E de manhã, Jeú saiu, e em pé falou a todo o povo: "Vocês são inocentes! De fato, eu conspirei contra meu senhor e o matei. Mas esses outros aqui, quem foi que os matou?
10. Pois fiquem sabendo que não ficará sem se cumprir nenhuma palavra que Javé pronunciou contra a família de Acab. Javé realizou o que havia dito por meio do seu servo Elias".
11. E Jeú matou também todos os que restavam da família de Acab em Jezrael: notáveis, parentes e sacerdotes. Não sobrou nenhum.
12. Jeú foi para Samaria. No caminho, em Curral dos Pastores,
13. encontrou parentes de Ocozias, rei de Judá, e perguntou: "Quem são vocês?" Eles responderam: "Somos parentes de Ocozias e estamos indo visitar os filhos do rei e os filhos da rainha-mãe".
14. Jeú ordenou: "Prendam vivos esses homens". Eles foram presos vivos e depois degolados no poço de Curral. Eram quarenta e dois, e não sobrou nenhum.
15. Saindo daí, Jeú se encontrou com Jonadab, filho de Recab, que vinha ao seu encontro, o cumprimentou e lhe disse: "Você é leal para mim como eu sou para você?" Jonadab respondeu: "Sou". Jeú replicou: "Então me dê a mão". Jonadab estendeu-lhe a mão, e Jeú o fez subir ao seu lado no carro,
16. dizendo: "Venha comigo, que você verá o zelo que eu tenho por Javé". E o levou no carro.
17. Ao entrar em Samaria, mandou matar todos os sobreviventes da família de Acab que estavam em Samaria. Exterminou toda a família de Acab, como Javé tinha dito a Elias.
18. Jeú reuniu todo o povo e falou: "Acab tinha servido pouco a Baal. Jeú vai servi-lo muito mais.
19. Agora, portanto, chamem todos os profetas de Baal, todos os seus fiéis e sacerdotes. Ninguém deve faltar, pois quero oferecer um grande sacrifício a Baal. Quem faltar, morrerá". Jeú agiu com astúcia para acabar com os fiéis de Baal.
20. Jeú ordenou: "Convoquem uma festa solene em honra de Baal". E eles convocaram.
21. Jeú enviou mensageiros para todo o Israel, e todos os fiéis de Baal se apresentaram. Ninguém faltou. Foram para o templo de Baal, que ficou lotado.
22. Jeú ordenou ao guarda do vestiário: "Traga vestes para todos os fiéis de Baal". E o guarda trouxe vestes para todos.
23. Jeú e Jonadab, filho de Recab, foram para o templo. E Jeú disse aos fiéis de Baal: "Vejam bem se aqui há somente devotos de Baal, e não de Javé".
24. Então Jeú se aproximou para oferecer sacrifícios e holocaustos. Jeú, porém, tinha colocado do lado de fora oitenta homens, com esta ordem: "Quem deixar escapar uma só dessas pessoas que eu vou entregar a vocês pagará com a própria vida".
25. Quando terminou de oferecer o holocausto, Jeú ordenou aos guardas e escudeiros: "Entrem e matem todos. Não deixem ninguém sair". Os guardas e escudeiros mataram todos e os atiraram para fora. Depois voltaram ao templo de Baal,
26. arrancaram o poste sagrado do templo e o queimaram.
27. Derrubaram a estela de Baal, demoliram o templo de Baal e no lugar construíram latrinas, que até hoje estão aí.
28. Jeú fez Baal desaparecer de Israel.
29. Somente não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, tinha feito Israel cometer: os bezerros de ouro que estavam em Betel e Dã.
30. Javé disse a Jeú: "Porque você agiu bem, fazendo o que eu aprovo, e tratou a família de Acab como eu queria, os seus filhos sentarão no trono de Israel até a quarta geração".
31. Jeú, porém, não se preocupou em seguir de todo o coração a lei de Javé, o Deus de Israel. Ele não se afastou dos pecados que Jeroboão tinha feito Israel cometer.
32. Nessa época, Javé retalhou o território de Israel. Hazael venceu Israel em todas as fronteiras,
33. a partir do rio Jordão, ao Oriente. E se apossou de todo o território de Galaad, de Gad, de Rúben, de Manassés, desde Aroer, junto ao rio Arnon, assim como Galaad e Basã.
34. O resto da história de Jeú, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
35. Jeú morreu e foi enterrado em Samaria. E seu filho Joacaz lhe sucedeu no trono.
36. Jeú reinou vinte e oito anos sobre Israel, em Samaria.

[II Reis 11]
II Reis 11

ATALIA EM JUDÁ: FIM DO ARBÍTRIO
1. Quando Atalia, mãe de Ocozias, soube que seu filho estava morto, resolveu acabar com a descendência real.
2. Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, conseguiu salvar seu sobrinho Joás dentre os filhos do rei que estavam sendo massacrados. Levou o menino, com a ama dele, para o quarto dos leitos, escondendo-o de Atalia. Assim, Joás escapou da morte.
3. E Joás, com sua ama, ficou seis anos escondido no Templo de Javé, enquanto Atalia reinava no país.
4. No sétimo ano, Joiada mandou chamar os oficiais dos mercenários e os guardas. E os reuniu no Templo de Javé. Aí concluiu uma aliança com eles, fez com que prestassem juramento e, então, mostrou-lhes o filho do rei.
5. Em seguida, ordenou-lhes: "Vocês vão fazer o seguinte: Um terço de vocês, que entra em serviço no sábado para montar guarda no palácio real,
6. os que ficam na porta de Sur e os que ficam na porta atrás dos guardas, montarão guarda no Templo para controlar a entrada.
7. Os outros dois grupos, que não trabalham no sábado, montarão guarda no Templo de Javé, junto ao rei.
8. Façam em torno do rei um círculo, com armas em punho. Matem todo aquele que quiser forçar as fileiras. E fiquem sempre junto do rei, aonde quer que ele vá".
9. Os oficiais fizeram como o sacerdote Joiada tinha mandado. Cada um deles reuniu seus homens, tanto os que entravam em serviço no sábado como os que saíam, e foram até o sacerdote Joiada.
10. O sacerdote entregou aos oficiais as lanças e escudos do rei Davi, que estavam no Templo de Javé.
11. De armas em punho, os guardas tomaram seus lugares, desde o ângulo sul até o ângulo norte do Templo, rodeando o altar e o Templo, para proteger o rei.
12. Então Joiada pediu para o rei sair, colocou nele a coroa e entregou-lhe o documento da aliança. Joás foi proclamado rei e ungido. Todos aplaudiram, aclamando: "Viva o rei!"
13. Ouvindo os gritos do povo, Atalia foi ao encontro do povo no Templo de Javé.
14. Mas quando viu o rei de pé no estrado, segundo o costume, os oficiais e os tocadores de trombeta junto ao rei, todo o povo da terra gritando de alegria e tocando trombeta, ela rasgou a roupa e disse: "Traição, traição!"
15. Então o sacerdote Joiada ordenou aos oficiais das tropas: "Arrastem Atalia para fora, por entre as fileiras. Se alguém a seguir, passem a fio de espada". O sacerdote, de fato, havia dito: "Não a matem dentro do Templo de Javé".
16. Agarraram Atalia e, chegando ao palácio real, na entrada da porta dos Cavalos, aí a mataram.
17. Joiada selou, entre Javé e o rei com o povo, a aliança, pela qual este se comprometia a ser o povo de Javé. Selou também contrato entre o rei e o povo.
18. Em seguida, todo o povo da terra foi até o templo de Baal e o arrasou: demoliram os altares e as imagens e, diante dos altares, executaram Matã, sacerdote de Baal. O sacerdote Joiada colocou guardas no Templo de Javé.
19. Depois reuniu os oficiais, os mercenários, os guardas e todo o povo da terra. Fizeram o rei sair do Templo de Javé e o levaram ao palácio real pela porta dos Guardas. E Joás sentou-se no trono dos reis.
20. Todo o povo da terra festejou, e a cidade ficou tranqüila, porque Atalia tinha sido morta pela espada no palácio real.

[II Reis 12]
II Reis 12

JOÁS EM JUDÁ: IMPORTÂNCIA DO TEMPLO
1. Joás tinha sete anos quando começou a reinar.
2. Ele subiu ao trono no sétimo ano de Jeú. E reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Sebias e era natural de Bersabéia.
3. Durante toda a sua vida, Joás fez o que Javé aprova, pois tinha sido educado pelo sacerdote Joiada.
4. Contudo, os lugares altos não desapareceram, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nos lugares altos.
5. Joás disse aos sacerdotes: "Todo o dinheiro das ofertas sagradas oferecido ao Templo de Javé, o dinheiro que circula, o dinheiro das taxas individuais, o dinheiro das ofertas voluntárias, tudo seja levado para o Templo de Javé.
6. Que os sacerdotes o recolham da mão de seus conhecidos, para fazer reformas necessárias no Templo".
7. Aconteceu que, no ano vinte e três do reinado de Joás, os sacerdotes ainda não tinham feito as reformas necessárias no Templo de Javé.
8. O rei Joás mandou chamar o sacerdote Joiada e os outros sacerdotes, e lhes perguntou: "Por que vocês não fizeram a reforma do Templo? De agora em diante, vocês não ficarão mais com o dinheiro entregue pelos seus conhecidos; vocês têm que entregá-lo para a reforma do Templo".
9. Os sacerdotes concordaram em não receber dinheiro do povo, e não serem mais os encarregados da reforma do Templo.
10. Então o sacerdote Joiada pegou um cofre, fez um buraco na tampa e o colocou junto do altar, no lado direito de quem entra no Templo de Javé. E os sacerdotes porteiros depositavam aí todo o dinheiro que era levado para o Templo.
11. Quando eles viam que havia muito dinheiro no cofre, o secretário do rei e o sumo sacerdote iam, recolhiam e contavam o dinheiro que havia no Templo de Javé.
12. Depois de ter conferido o dinheiro, eles o entregavam aos mestres de obras encarregados do Templo de Javé. Estes utilizavam o dinheiro para pagar carpinteiros e construtores que trabalhavam no Templo de Javé,
13. pedreiros e escultores, e também para comprar madeira e pedra utilizadas na restauração do Templo de Javé.
14. Com esse dinheiro oferecido para o Templo de Javé, não se faziam taças de prata, facas, bacias para aspersão, trombetas, nem objetos de ouro ou prata.
15. O dinheiro era entregue aos mestres de obras, que o usavam na reforma do Templo de Javé.
16. Nem se pediam contas aos homens que recebiam o dinheiro para pagar os operários, porque eles agiam com honestidade.
17. Contudo, o dinheiro oferecido para os sacrifícios de reparação e os sacrifícios pelo pecado não era destinado para o Templo de Javé, mas para os sacerdotes.
18. Hazael, rei de Aram, depois de fazer guerra contra Gat e tomá-la, resolveu subir para atacar Jerusalém.
19. Então Joás, rei de Judá, pegou os objetos que seus antepassados, Josafá, Jorão e Ocozias, reis de Judá, haviam consagrado, e que ele próprio havia consagrado, todo o ouro que existia nos tesouros do Templo de Javé e no palácio real; pegou tudo isso e entregou a Hazael, rei de Aram. Então este se retirou de Jerusalém.
20. O resto da história de Joás, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
21. Seus oficiais se rebelaram e o traíram: Joás foi morto em Bet-Melo, na descida do aterro.
22. Foram seus oficiais Jozacar, filho de Semaat, e Jozabad, filho de Somer, que o feriram de morte. Joás foi enterrado com seus antepassados na Cidade de Davi. E seu filho Amasias lhe sucedeu no trono.

[II Reis 13]
II Reis 13

JOACAZ EM ISRAEL: PROMESSA DE UM LIBERTADOR
1. Joacaz, filho de Jeú, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano vinte e três do rei Joás, filho de Ocozias, rei de Judá. Ele reinou dezessete anos.
2. Fez o que Javé reprova: imitou os pecados que Jeroboão, filho de Nabat, havia feito Israel cometer, e não os eliminou.
3. Por isso, a ira de Javé se inflamou contra Israel e, durante todo esse período, o tornou submisso a Hazael, rei de Aram, e a Ben-Adad, filho de Hazael.
4. Então Joacaz implorou a Javé, e Javé o escutou, porque viu como o rei de Aram oprimia Israel.
5. Javé deu a Israel um libertador, que o libertou do poder de Aram. E os israelitas puderam morar em suas tendas, como antes.
6. Não se afastaram, porém, dos pecados que Jeroboão tinha feito Israel cometer. Continuaram a cometê-los. Até o poste sagrado continuou erguido em Samaria.
7. Foi por isso que Javé deixou para Joacaz somente cinqüenta cavaleiros, dez carros e dez mil soldados de infantaria. O rei de Aram os havia exterminado e reduzido à poeira da estrada.
8. O resto da história de Joacaz, do que ele fez e suas façanhas, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
9. Joacaz morreu e foi enterrado em Samaria. E seu filho Joás lhe sucedeu no trono.

JOÁS EM ISRAEL: O MAL CONTINUA
10. Joás, filho de Joacaz, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano trinta e sete de Joás, rei de Judá. Ele reinou dezesseis anos.
11. Fez o que Javé reprova, e não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, havia feito Israel cometer, e continuou a praticá-los.
12. O resto da história de Joás, do que ele fez e suas façanhas, a guerra que ele moveu contra Amasias, rei de Judá, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
13. Joás foi se juntar a seus antepassados. E Jeroboão lhe sucedeu no trono. Joás foi enterrado em Samaria, com os reis de Israel.

A AÇÃO PROFÉTICA NÃO PÁRA
14. Quando Eliseu pegou a doença que o levaria à morte, Joás, rei de Israel, foi visitá-lo. E chorou sobre ele, dizendo: "Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel!"
15. Eliseu disse: "Vá buscar o arco e algumas flechas". Joás foi buscar o arco e algumas flechas.
16. Então Eliseu ordenou ao rei: "Segure o arco". E Joás segurou o arco. Eliseu pôs as mãos sobre as mãos do rei,
17. e disse: "Abra a janela do lado do Oriente". E o rei abriu a janela. Eliseu ordenou: "Atire". E Joás atirou. Eliseu exclamou: "Flecha vitoriosa para Javé! Flecha vitoriosa contra Aram! Você vencerá Aram em Afec até eliminá-lo".
18. E continuou: "Pegue as flechas". Joás pegou as flechas. Eliseu ordenou ao rei: "Golpeie o chão". O rei disparou três flechas, e parou.
19. O homem de Deus ficou irritado contra o rei e disse: "Você deveria ter disparado cinco ou seis flechas! Então você derrotaria Aram até eliminá-lo. Mas agora, você vencerá Aram somente três vezes!"
20. Eliseu morreu e foi enterrado. Todos os anos, bandos moabitas faziam incursões no país.
21. Certa vez, alguns homens que estavam enterrando um morto avistaram um desses bandos. Jogaram o corpo dentro do túmulo de Eliseu e foram embora. Aconteceu que o corpo, tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se colocou de pé.
22. Hazael, rei de Aram, oprimiu os israelitas durante todo o tempo em que Joacaz viveu.
23. Javé, porém, teve piedade e se compadeceu deles. Voltou-se para eles, por causa da aliança que tinha feito com Abraão, Isaac e Jacó, e ainda não quis destruí-los, nem os afastou de sua presença.
24. Hazael, rei de Aram, morreu. E seu filho Ben-Adad subiu ao trono em seu lugar.
25. Então Joás, filho de Joacaz, retomou do poder de Ben-Adad, filho de Hazael, as cidades que Hazael tinha arrebatado de seu pai Joacaz durante a guerra. Joás venceu três vezes os arameus, e reconquistou as cidades de Israel.

[II Reis 14]
VII. FIM DO REINO DE ISRAEL

II Reis 14

AMASIAS EM JUDÁ: PROGRESSO NA LEGISLAÇÃO
1. Amasias, filho de Joás, começou a reinar em Judá no segundo ano do rei Joás, filho de Joacaz, rei de Israel.
2. Ele tinha vinte e cinco anos quando subiu ao trono. E reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Joaden e era natural de Jerusalém.
3. Fez o que Javé aprova, mas não como seu antepassado Davi. Seguiu em tudo o seu pai Joás.
4. Todavia, os lugares altos não desapareceram, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nos lugares altos.
5. Tendo consolidado o poder em suas mãos, Amasias mandou matar os oficiais que tinham assassinado o rei, seu pai.
6. Ele, porém, não mandou matar os filhos dos assassinos, respeitando assim o que está escrito no livro da Lei de Moisés, onde Javé ordena: "Os pais não serão mortos por causa de seus filhos, nem os filhos serão mortos por causa dos pais. Cada um morrerá por causa de seu próprio pecado".
7. Amasias derrotou os edomitas no Vale do Sal, cerca de dez mil homens. Durante a guerra, conquistou Rocha e mudou o nome dela para Jecetel, nome que se conserva até hoje.
8. Amasias mandou, então, emissários a Joás, filho de Joacaz e neto de Jeú, rei de Israel, com esta mensagem: "Venha para me enfrentar".
9. Joás, rei de Israel, respondeu a Amasias, rei de Judá, com esta mensagem: "O espinheiro do Líbano mandou dizer para o cedro do Líbano: 'Dê-me sua filha como esposa para meu filho'. Mas as feras do Líbano passaram e pisotearam o espinheiro.
10. Você derrotou Edom e se encheu de orgulho. Celebre sua glória, mas fique em casa. Por que você quer se meter numa guerra desastrosa, provocando a sua ruína e a ruína de Judá?"
11. Amasias, porém, não fez caso. Então Joás, rei de Israel, foi enfrentar Amasias, rei de Judá, em Bet-Sames, que pertence a Judá.
12. E Judá foi derrotado por Israel e cada um fugiu para a sua tenda.
13. Em Bet-Sames, Joás, rei de Israel, prendeu Amasias, filho de Joás e neto de Ocozias, e o levou para Jerusalém. Fez uma brecha de duzentos metros na muralha de Jerusalém, desde a porta de Efraim até a porta do Ângulo,
14. e se apoderou do ouro, da prata e de todos os objetos que estavam no Templo de Javé e no tesouro do palácio real. Além disso, tomou reféns, e voltou para Samaria.
15. O resto da história de Joás, todas as suas façanhas militares e a guerra que fez contra Amasias, rei de Judá, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
16. Joás foi juntar-se a seus antepassados e foi enterrado em Samaria, com os reis de Israel. E seu filho Jeroboão lhe sucedeu no trono.
17. Amasias, filho de Joás, rei de Judá, viveu ainda quinze anos depois da morte de Joás, filho de Joacaz, rei de Israel.
18. O resto da história de Amasias está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
19. Ele foi vítima de uma conspiração em Jerusalém e fugiu para Laquis. Mas foi perseguido até Laquis, e aí o mataram.
20. Transportaram seu corpo a cavalo, e o enterraram em Jerusalém, junto com seus antepassados, na Cidade de Davi.
21. Todo o povo de Judá escolheu então Ozias, que tinha dezesseis anos, e o proclamaram rei no lugar de seu pai Amasias.
22. Foi ele que reconstruiu Elat e a reconquistou para Judá, depois que Amasias morreu.

JEROBOÃO II EM ISRAEL: DESENVOLVIMENTO E PROBLEMAS SOCIAIS
23. Jeroboão, filho de Joás, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano quinze do rei Amasias, filho de Joás, rei de Judá. Ele reinou quarenta e um anos.
24. Fez o que Javé reprova, e não se afastou de todos os pecados que Jeroboão, filho de Nabat, tinha feito Israel cometer.
25. Jeroboão restabeleceu as fronteiras de Israel, desde a entrada de Emat até o mar da Arabá, conforme a palavra de Javé, o Deus de Israel, anunciada através do seu servo, o profeta Jonas, filho de Amati, natural de Gat-Ofer.
26. De fato, Javé viu que a aflição de Israel era muito amarga, pois não havia nem escravo nem livre que fosse em socorro de Israel.
27. Como Javé não havia decidido apagar o nome de Israel debaixo do céu, então o libertou através de Jeroboão, filho de Joás.
28. O resto da história de Jeroboão, do que ele fez, suas façanhas e guerras, como reconquistou para Israel Damasco e Emat, que tinham pertencido a Judá, tudo isso está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
29. Jeroboão juntou-se a seus antepassados e foi enterrado em Samaria, junto aos reis de Israel. E seu filho Zacarias lhe sucedeu no trono.

[II Reis 15]
II Reis 15

OZIAS EM JUDÁ: UM LONGO REINADO
1. Ozias, filho de Amasias, começou a reinar em Judá no ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel.
2. Ele tinha dezesseis anos quando subiu ao trono, e reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jequelias e era natural de Jerusalém.
3. Fez o que Javé aprova, como tinha feito seu pai Amasias.
4. Os lugares altos, porém, não desapareceram, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nos lugares altos.
5. Contudo, Javé feriu o rei com lepra, que durou até a sua morte. Por isso ele ficou fechado num quarto, enquanto seu filho Joatão, chefe do palácio, governava o povo.
6. O resto da história de Ozias, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
7. Ozias morreu e foi enterrado com seus antepassados na Cidade de Davi. E seu filho Joatão lhe sucedeu no trono.

ZACARIAS EM ISRAEL: COMEÇA A ANARQUIA
8. Zacarias, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano trinta e oito de Ozias, rei de Judá. Ele reinou seis meses.
9. Fez o que Javé reprova, como seus antepassados, e não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, tinha feito Israel cometer.
10. Selum, filho de Jabes, fez uma conspiração contra Zacarias e o matou em Jeblaam. E usurpou o trono.
11. O resto da história de Zacarias está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
12. Aconteceu, então, o que Javé tinha dito a Jeú: "Seus filhos se assentarão no trono de Israel até a quarta geração".

SELUM EM ISRAEL: O REINADO MAIS BREVE
13. Selum, filho de Jabes, começou a reinar no ano trinta e nove de Ozias, rei de Judá. Ele reinou um mês em Samaria.
14. Manaém, filho de Gadi, partiu de Tersa, entrou em Samaria, matou Selum, filho de Jabes, e usurpou o trono.
15. O resto da história de Selum e a conspiração que ele tramou, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
16. Manaém devastou Tafua e seu território, matando todos os seus habitantes, porque não lhe haviam aberto as portas quando ele saiu de Tersa. Manaém arrasou a cidade e rasgou o ventre de todas as mulheres grávidas.

MANAÉM EM ISRAEL: O COMEÇO DO FIM
17. Manaém, filho de Gadi, começou a reinar em Israel no ano trinta e nove de Ozias, rei de Judá. Ele reinou dez anos em Samaria.
18. Fez o que Javé reprova, e não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, fizera Israel cometer. No seu tempo,
19. Pul, rei da Assíria, invadiu o país. Manaém pagou a Pul trinta e quatro toneladas de prata, para que Pul o apoiasse e o mantivesse no trono.
20. Manaém requereu essa contribuição de todos os notáveis de Israel, de cada um cerca de meio quilo de prata, para dar ao rei da Assíria. Então o rei da Assíria se retirou, dando fim à ocupação do país.
21. O resto da história de Manaém, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.
22. Manaém se juntou a seus antepassados. E seu filho Facéias lhe sucedeu no trono.

FACÉIAS EM ISRAEL: PROTEÇÃO INÚTIL
23. Facéias, filho de Manaém, começou a reinar em Israel no ano cinqüenta de Ozias, rei de Judá. Ele reinou dois anos em Samaria.
24. Fez o que Javé reprova, e não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, fizera Israel cometer.
25. Seu oficial Facéia, filho de Romelias, conspirou contra ele e o assassinou na torre do palácio real, em Samaria. Trazendo consigo cinqüenta homens de Galaad, Facéia matou o rei e usurpou o trono.
26. O resto da história de Facéias está escrito nos Anais dos Reis de Israel.

FACÉIA EM ISRAEL: O AVANÇO ASSÍRIO
27. Facéia, filho de Romelias, começou a reinar em Israel no ano cinqüenta e dois de Ozias, rei de Judá. Ele reinou vinte anos em Samaria.
28. Fez o que Javé reprova, e não se afastou dos pecados que Jeroboão, filho de Nabat, fizera Israel cometer.
29. No tempo de Facéia, rei de Israel, Teglat-Falasar, rei da Assíria, se apoderou de Aion, Abel-Bet-Maaca, Janoe, Cedes, Hasor, Galaad, Galiléia e toda a região de Neftali; e deportou seus habitantes para a Assíria.
30. No ano vinte de Joatão, filho de Ozias, Oséias, filho de Ela, fez uma conspiração contra Facéia, filho de Romelias, o matou e lhe usurpou o poder.
31. O resto da história de Facéia, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Israel.

JOATÃO EM JUDÁ: O PREÇO DA NEUTRALIDADE
32. Joatão, filho de Ozias, começou a reinar em Judá no segundo ano de Facéia, filho de Romelias, rei de Israel.
33. Ele tinha vinte e cinco anos quando subiu ao trono, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa, e era filha de Sadoc.
34. Fez o que Javé aprova e imitou em tudo o comportamento de seu pai Ozias.
35. Os lugares altos, porém, não desapareceram, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nos lugares altos. Foi ele que construiu a Porta Superior do Templo de Javé.
36. O resto da história de Joatão, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
37. Nesses dias, Javé começou a mandar Rason, rei de Aram, e Facéia, filho de Romelias, contra Judá.
38. Joatão morreu e foi enterrado com seus antepassados na Cidade de Davi, seu antepassado. Seu filho Acaz lhe sucedeu no trono.

[II Reis 16]
II Reis 16

ACAZ EM JUDÁ: ALIANÇA COM OS PODEROSOS
1. Acaz, filho de Joatão, começou a reinar em Judá no ano dezessete de Facéia, filho de Romelias.
2. Acaz subiu ao trono com vinte anos, e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez, como seu antepassado Davi, o que Javé seu Deus aprova.
3. Imitou o comportamento dos reis de Israel e chegou até a sacrificar seu filho no fogo, conforme os costumes abomináveis das nações que Javé tinha expulsado diante dos israelitas.
4. Ofereceu sacrifícios e queimou incenso nos lugares altos, nas colinas e debaixo de toda árvore frondosa.
5. Nesse tempo, Rason, rei de Aram, e Facéia, filho de Romelias e rei de Israel, subiram para atacar Jerusalém. Eles a cercaram, mas não puderam conquistá-la.
6. Na mesma época, o rei de Edom reconquistou Elat para os edomitas, expulsando os judaítas que aí moravam. Os edomitas ocuparam Elat e aí se estabeleceram até o dia de hoje.
7. Então Acaz mandou mensageiros a Teglat-Falasar, rei da Assíria, com esta mensagem: "Sou seu filho e servo. Venha libertar-me do poder do rei de Aram e do rei de Israel, que se levantaram contra mim".
8. Acaz pegou a prata e o ouro que havia no Templo de Javé e nos tesouros do palácio real, e os enviou como presente para o rei da Assíria.
9. O rei da Assíria atendeu o pedido de Acaz, lutou contra Damasco e se apoderou dela; deportou seus habitantes para Quir e mandou matar Rason.
10. O rei Acaz foi a Damasco para se apresentar a Teglat-Falasar, rei da Assíria. Quando viu o altar que havia em Damasco, mandou para o sacerdote Urias o desenho do altar, com todos os detalhes.
11. Antes que o rei voltasse de Damasco, o sacerdote Urias construiu um altar, seguindo todas as instruções mandadas pelo rei.
12. Quando o rei Acaz voltou de Damasco, viu o altar, aproximou-se e subiu até ele.
13. Queimou sobre o altar seu holocausto e suas ofertas, derramou sua libação e espalhou o sangue de seus sacrifícios de comunhão.
14. Depois mandou tirar da fachada do Templo o antigo altar de bronze, que estava diante de Javé, isto é, entre o altar novo e o Templo, e o colocou do lado norte do novo altar.
15. Depois ordenou ao sacerdote Urias: "É sobre o altar grande que você deverá queimar o holocausto da manhã e a oferta da tarde, o holocausto e a oferta do rei, assim como o holocausto, a oferta e as libações de todo o povo. Derrame sobre ele todo o sangue dos holocaustos e dos sacrifícios. Eu me ocuparei do altar de bronze".
16. O sacerdote Urias fez tudo o que o rei Acaz havia mandado.
17. O rei Acaz arrancou as armações das bases e tirou as bacias das bases. Mandou retirar o Mar de bronze que ficava sobre os bois, e o mandou depositar sobre o piso de pedras.
18. Em consideração ao rei da Assíria, tirou o estrado do trono que ficava no Templo de Javé e a entrada exterior do rei.
19. O resto da história de Acaz, e do que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
20. Acaz morreu e foi enterrado com seus antepassados na Cidade de Davi. E seu filho Ezequias lhe sucedeu no trono.

[II Reis 17]
II Reis 17

OSÉIAS, O ÚLTIMO REI DE ISRAEL
1. Oséias, filho de Ela, começou a reinar em Israel no ano doze do reinado de Acaz, rei de Judá. Ele reinou nove anos em Samaria.
2. Fez o que Javé reprova, mas nem tanto como os reis de Israel que vieram antes dele.
3. Salmanasar, rei da Assíria, atacou Oséias, e este teve que se submeter e pagar tributo.
4. Mas o rei da Assíria descobriu que Oséias o traía. De fato, Oséias tinha enviado mensageiros até Sô, rei do Egito. E também não pagava mais tributo ao rei da Assíria, como fazia todos os anos. Então o rei da Assíria o prendeu e mandou acorrentar na prisão.
5. Em seguida, o rei da Assíria invadiu todo o país e cercou Samaria durante três anos.
6. No ano nove do reinado de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os israelitas para a Assíria. Os israelitas foram levados para Hala, para as margens do Habor, rio de Gozã, e também para as cidades da Média.

POR QUE O REINO DE ISRAEL DESAPARECEU?
7. Tudo isso aconteceu porque os israelitas pecaram contra Javé seu Deus, que os havia tirado da terra do Egito e libertado da opressão do Faraó, rei do Egito. Eles adoraram outros deuses,
8. e seguiram os costumes das nações que Javé havia expulsado diante deles.
9. Os israelitas fizeram contra Javé seu Deus coisas que não deveriam ter feito: construíram para si lugares altos em todas as suas cidades, tanto nas torres de vigia como nas cidades fortificadas;
10. levantaram para si estelas e postes sagrados sobre todas as colinas altas e debaixo de toda árvore frondosa;
11. queimaram incenso em todos os lugares altos, como faziam as nações que Javé havia expulsado diante deles; cometeram ações más, provocando a ira de Javé;
12. adoraram os ídolos, embora Javé tivesse dito: "Não façam isso".
13. Javé tinha advertido Israel e Judá, por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: "Convertam-se do seu mau comportamento, e obedeçam aos meus mandamentos e estatutos, de acordo com toda a Lei que dei a seus antepassados e que lhes transmiti através de meus servos, os profetas".
14. Eles, porém, não obedeceram e foram mais teimosos ainda que seus antepassados, que não tinham acreditado em Javé seu Deus.
15. Desprezaram os estatutos dele e a aliança que ele havia feito com seus antepassados, bem como as advertências que lhes havia feito. Correram atrás de ídolos vazios, e se esvaziaram, imitando as nações vizinhas, coisa que Javé lhes tinha proibido.
16. Rejeitaram todos os mandamentos de Javé seu Deus; fabricaram ídolos de metal fundido, os dois bezerros de ouro; fizeram um poste sagrado; adoraram todo o exército do céu e prestaram culto a Baal.
17. Sacrificaram no fogo seus filhos e filhas, praticaram a adivinhação e a magia, e se venderam para praticar o mal diante de Javé, provocando a ira dele.
18. Então Javé ficou irritado contra Israel, e o atirou para longe de si. Restou apenas a tribo de Judá.
19. Também Judá não obedeceu aos mandamentos de Javé seu Deus, mas imitou o comportamento de Israel.
20. Por isso, Javé rejeitou toda a descendência de Israel. Ele a humilhou e a entregou aos saqueadores e, por fim, atirou-a para longe de si.
21. Quando Javé separou Israel da casa de Davi, Israel proclamou rei a Jeroboão, filho de Nabat. E Jeroboão afastou Israel de Javé e o levou a cometer um grande pecado.
22. Os israelitas imitaram o pecado que Jeroboão tinha cometido, e não se afastaram dele.
23. Finalmente, Javé afastou Israel da sua presença, conforme havia anunciado por meio de seus servos, os profetas. Exilou os israelitas de sua terra para a Assíria, onde até hoje se encontram.

ORIGEM DOS SAMARITANOS
24. O rei da Assíria mandou vir gente de Babilônia, de Cuta, Ava, Emat e Sefarvaim, e os estabeleceu nas cidades de Samaria, em lugar dos israelitas. Tomaram posse de Samaria e se instalaram em suas cidades.
25. Quando começaram a se instalar no território, não temiam a Javé, e este mandou leões que os matavam.
26. Eles então comunicaram ao rei da Assíria: "As pessoas que o senhor mandou para morar nas cidades de Samaria não conhecem o ritual do Deus da terra, e ele mandou leões contra essas pessoas. Os leões então as matam, porque elas não conhecem o ritual do Deus da terra".
27. Então o rei da Assíria ordenou: "Mandem para lá um dos sacerdotes deportados de Samaria, para que fique morando aí, e ensine para as pessoas o ritual do Deus da terra".
28. Então um dos sacerdotes que tinham sido deportados de Samaria foi, e se fixou em Betel. Ele ensinou às pessoas como prestar culto a Javé.
29. Cada grupo, porém, foi fabricando seus próprios deuses, e colocou-os nos templos dos lugares altos que os samaritanos tinham feito. Cada grupo fez isso nas cidades em que morava.
30. Os babilônios fizeram uma estátua de Sucot-Benot; os de Cuta, uma de Nergel; os de Emat, uma de Asima;
31. os de Ava, uma de Nebaaz e uma de Tartac; os de Sefarvaim queimavam seus filhos em honra de Adramelec e de Anamelec, deuses de Sefarvaim.
32. Também prestavam culto a Javé. Nomearam, como sacerdotes, pessoas comuns, para que servissem nos templos dos lugares altos.
33. Temiam a Javé e também adoravam seus deuses, conforme o costume das nações de onde tinham sido exilados.
34. Ainda hoje seguem seus ritos antigos. Não temem a Javé, nem praticam seus estatutos e normas, nem a lei e os mandamentos que Javé ordenou aos filhos de Jacó, a quem tinha dado o nome de Israel.
35. Javé tinha feito uma aliança com eles e ordenara: "Não adorem outros deuses, não se prostrem diante deles, não os cultuem e não lhes ofereçam sacrifícios.
36. Vocês devem cultuar, adorar e oferecer sacrifícios somente a Javé, que os tirou do Egito, com grande força e braço estendido.
37. Observem os estatutos e normas, a lei e os mandamentos que Javé deu a vocês por escrito. Cuidem sempre de os colocar em prática. Não prestem culto a outros deuses.
38. Não esqueçam a aliança que fiz com vocês, e não prestem culto a outros deuses.
39. Temam somente a Javé seu Deus, e ele os libertará de todos os seus inimigos".
40. Eles, porém, não obedeceram e continuaram a viver conforme o costume antigo.
41. Desse modo, esses grupos adoravam a Javé e, ao mesmo tempo, prestavam culto a seus próprios ídolos. Seus filhos e netos continuaram fazendo até hoje o que seus antepassados haviam feito.

[II Reis 18]
VIII. FIM DO REINO DE JUDÁ

II Reis 18

EZEQUIAS EM JUDÁ: REFORMA POLÍTICO-RELIGIOSA
1. Ezequias, filho de Acaz, começou a reinar em Judá no terceiro ano do rei Oséias, filho de Ela, rei de Israel.
2. Ele tinha vinte e cinco anos quando subiu ao trono, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abia, e era filha de Zacarias.
3. Ezequias fez o que Javé aprova, seguindo em tudo o seu antepassado Davi.
4. Ele acabou com os lugares altos, quebrou as estelas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou também a serpente de bronze que Moisés havia feito, porque os israelitas ainda queimavam incenso diante dela. Eles a chamavam de Noestã.
5. Ezequias pôs sua confiança em Javé, o Deus de Israel. Tanto antes como depois não existiu nenhum rei em Judá que pudesse ser comparado a ele.
6. Permaneceu fiel a Javé e nunca se afastou dele, observando os mandamentos que Javé tinha ordenado a Moisés.
7. Javé esteve com ele. Por isso, ele teve êxito em tudo o que fez. Ele se revoltou contra o rei da Assíria e não lhe ficou submisso.
8. Derrotou os filisteus até Gaza, devastando o território deles, tanto as torres de vigia como as cidades fortificadas.

QUEDA DE SAMARIA
9. No quarto ano do reinado de Ezequias e sétimo de Oséias, filho de Ela, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, atacou e cercou Samaria.
10. Após três anos, tomou a cidade. Samaria foi conquistada no sexto ano de Ezequias e nono ano de Oséias, rei de Israel.
11. O rei da Assíria deportou os israelitas para a Assíria e os levou para Hala, para as margens do Habor, rio de Gozã, e para as cidades da Média.
12. Isso porque os israelitas não obedeceram a Javé seu Deus e transgrediram sua aliança: eles não ouviram nem praticaram tudo o que Moisés, servo de Javé, lhes havia ordenado.

REFORMA INTERROMPIDA
13. No ano catorze do reinado de Ezequias, Senaquerib, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e se apossou delas.
14. Então Ezequias, rei de Judá, mandou esta mensagem ao rei da Assíria, que estava em Laquis: "Cometi um erro. Não me ataque. Eu aceitarei as condições que você me impuser". O rei da Assíria exigiu que Ezequias, rei de Judá, pagasse uma taxa de dez toneladas de prata e mil quilos de ouro.
15. Então Ezequias entregou toda a prata que havia no Templo de Javé e no tesouro do palácio real.
16. Mandou também tirar o ouro com que Ozias, rei de Judá, havia revestido as portas e os batentes do santuário de Javé, e o entregou ao rei da Assíria.

UM DESAFIO A JAVÉ
17. De Laquis, o rei da Assíria mandou o chefe do exército, o chefe dos funcionários e o chefe dos copeiros, para que fossem, com forte destacamento, até Jerusalém, até o rei Ezequias. Eles chegaram a Jerusalém e passaram perto do canal que leva água para o reservatório superior, no caminho do Campo do Pisoeiro.
18. Chamaram o rei. Então saíram ao encontro deles Eliacim, filho de Helcias, administrador do palácio, o escrivão Sobna e o secretário Joaé, filho de Asaf.
19. O chefe dos copeiros então lhes falou: "Digam a Ezequias: Assim fala o grande rei, o rei da Assíria: Onde está o fundamento da sua confiança?
20. Você está pensando que estratégia e valentia militares são questão de palavras! Em quem você está se apoiando para resistir diante de mim?
21. Você confia no Egito, nesse bambu rachado que penetra e fura a mão de quem nele se apóia! O Faraó, rei do Egito, é isso para quem nele confia.
22. Talvez você responda: 'Nós colocamos nossa confiança em Javé, o nosso Deus'. Mas não foi você mesmo, Ezequias, quem destruiu os lugares altos e os altares de Javé, dizendo ao povo de Judá e de Jerusalém: 'Somente diante do altar que está em Jerusalém é que vocês devem adorar'?
23. Pois bem! Faça uma aposta com o meu senhor, o rei da Assíria: eu lhe darei dois mil cavalos, se você encontrar cavaleiros para montá-los!
24. Como é que você vai conseguir derrotar um só dos menores servos do meu senhor? Você colocou sua confiança no Egito para ter carros e cavaleiros!
25. Você pensa que foi sem o consentimento de Javé que eu ataquei esse lugar para o destruir? Foi Javé quem me mandou atacar e devastar esse país!"
26. Eliacim, filho de Helcias, Sobna e Joaé pediram ao chefe dos copeiros: "Fale com os seus servos em aramaico, que nós entendemos. Não fale em hebraico, diante do povo que está nas muralhas".
27. O chefe dos copeiros então respondeu: "Não foi ao seu rei e a você que o meu senhor mandou dizer essas coisas. Foi primeiro ao povo que está nas muralhas. Ele está condenado, como vocês, a comer as próprias fezes e a beber a própria urina!"
28. Então o chefe dos copeiros gritou alto, em hebraico: "Escutem a palavra do grande rei, o rei da Assíria:
29. Assim fala o rei: Não deixem Ezequias enganá-los, pois ele não poderá livrar vocês de mim.
30. Que Ezequias não leve vocês a confiar em Javé, dizendo que Javé salvará vocês e que esta cidade não cairá em poder do rei da Assíria.
31. Não dêem ouvidos a Ezequias. Porque assim fala o rei da Assíria: Façam as pazes comigo, rendam-se, e cada um poderá comer o fruto da sua vinha e da sua figueira, e beber água do próprio poço,
32. até que eu venha e leve vocês para uma terra boa como esta, terra que produz trigo e vinho, terra de pão e videiras, terra de azeite e mel. Assim vocês viverão, e não vão morrer. Não dêem ouvidos a Ezequias, pois ele está iludindo vocês, dizendo que Javé os salvará.
33. Por acaso os deuses das nações puderam livrar seus países do poder do rei da Assíria?
34. Onde estão os deuses de Emat e de Arfad? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Por acaso eles livraram Samaria do meu poder?
35. De todos os deuses das nações, quem foi que livrou seu país do meu poder, para que Javé possa salvar Jerusalém?"
36. Eles ficaram quietos e não responderam nada, pois o rei tinha ordenado que não dessem nenhuma resposta.
37. Eliacim, filho de Helcias, administrador do palácio, com o escrivão Sobna e o secretário Joaé, filho de Asaf, foram até o rei Ezequias com as roupas rasgadas, e lhe comunicaram as palavras do chefe dos copeiros.

[II Reis 19]
II Reis 19

1. Ao ouvir a comunicação, o rei Ezequias rasgou a roupa, vestiu-se com pano de saco, e foi ao Templo de Javé.
2. Mandou o administrador do palácio Eliacim, com o escrivão Sobna e os anciãos dos sacerdotes, todos vestidos com panos de saco, ao profeta Isaías, filho de Amós.
3. Eles disseram a Isaías: "Assim fala Ezequias: Hoje é dia de angústia, castigo e humilhação. Os filhos estão para nascer, e não há força para dar à luz.
4. Tomara que Javé, seu Deus, tenha ouvido todas as palavras do chefe dos copeiros, que o rei da Assíria, senhor dele, mandou dizer para insultar o Deus vivo. Tomara que Javé, seu Deus, dê o castigo merecido pelas palavras que ele ouviu. Faça uma prece pelo resto que ainda sobrevive".
5. Os ministros do rei Ezequias se apresentaram a Isaías,
6. e este respondeu-lhes: "Digam ao senhor de vocês: Assim fala Javé: Não fique com medo das palavras que ouviu, das blasfêmias que os servos do rei da Assíria lançaram contra mim.
7. Vou mandar para ele um espírito. Ao ouvir um boato, ele voltará para seu país, e aí mesmo eu o farei morrer pela espada".

VITÓRIA DE JAVÉ
8. O chefe dos copeiros voltou e encontrou o rei da Assíria guerreando contra Lebna. É que o chefe dos copeiros tinha ouvido dizer que o rei se retirara de Laquis,
9. ao receber a notícia de que Taraca, rei da Etiópia, tinha partido para guerrear contra ele. Senaquerib mandou outros mensageiros a Ezequias, comunicando:
10. "Falem assim a Ezequias, rei de Judá: Que o Deus em que você confia não o engane, dizendo que Jerusalém não cairá em poder do rei da Assíria.
11. Você mesmo ouviu dizer o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações, destruindo-as completamente. Como você poderia escapar?
12. Por acaso, os deuses deles libertaram as nações que meus antepassados devastaram? Gozã, Aram, Resef, e os edenitas que moravam em Telbasar?
13. Onde estão os deuses de Emat, o rei de Arfad, o rei de Lair, de Sefarvaim, de Ana e de Ava?"
14. Ezequias pegou a carta da mão dos mensageiros e a leu. Depois subiu ao Templo, abriu a carta diante de Javé,
15. e rezou: "Javé, Deus de Israel, que te assentas sobre os querubins. Tu és o único Deus de todos os reinos do mundo. Tu fizeste o céu e a terra.
16. Inclina teu ouvido, Javé, e escuta! Abre teus olhos, Javé, e olha! Ouve as palavras de Senaquerib, que mandou mensageiros para insultar o Deus vivo!
17. É verdade, Javé: os reis da Assíria devastaram todos os países e seus territórios.
18. Queimaram todos os seus deuses, porque não são deuses, mas obras de mãos humanas. São madeira e pedra, e por isso eles conseguiram destruí-los.
19. Agora, Javé nosso Deus, salva-nos da mão deles, para que todos os reinos do mundo saibam que só tu, Javé, és Deus".
20. Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: "Assim diz Javé, o Deus de Israel: Escutei o que você me pediu a respeito de Senaquerib, rei da Assíria.
21. Eis o oráculo que Javé pronuncia contra ele: A virgem capital de Sião despreza e caçoa de você. A cidade de Jerusalém balança a cabeça atrás de você.
22. A quem você insultou e blasfemou? Contra quem você ergueu a voz e olhou com desprezo? Contra o Santo de Israel!
23. Você insultou o Senhor por meio de seus mensageiros, dizendo: 'Com meus numerosos carros subi até o alto dos montes e ao topo do Líbano. Cortei seus cedros mais altos e seus mais belos ciprestes. Cheguei ao seu ponto mais alto e ao seu bosque mais fechado.
24. Cavei e bebi as águas estrangeiras e, com a planta de meus pés, sequei todos os rios do Egito'.
25. Por acaso, você não ouviu nada? Eu decidi isso há muito tempo. Preparei tudo isso em tempos distantes, e agora vou realizar. Sua missão foi reduzir cidades fortificadas a um montão de ruínas.
26. E os habitantes delas, já sem forças, com a vergonha da derrota, ficaram como a erva do campo, como a grama verdejante; ficaram como o capim do telhado, queimado pelo vento leste.
27. Eu sei quando você se levanta e se assenta, quando você entra e quando sai.
28. Porque você se agita contra mim, e seu atrevimento chega aos meus ouvidos, eu vou colocar a minha argola em suas narinas e o meu freio na sua boca. Vou fazer você voltar pelo mesmo caminho por onde veio.
29. Isto será o sinal para você, Ezequias: Neste ano, vocês comerão do que nascer sem plantar. No ano que vem, do que brotar sem semear. Mas, no terceiro ano, vocês semearão e colherão, plantarão vinhas e comerão seus frutos.
30. O resto da casa de Judá que sobreviver, produzirá novas raízes embaixo e novos frutos em cima.
31. Porque de Jerusalém sairá um resto, e do monte Sião os sobreviventes. O zelo de Javé dos exércitos fará tudo isso.
32. Portanto, assim diz Javé sobre o rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nenhuma flecha nela. Não se aproximará com o escudo, nem levantará aterro contra ela.
33. Ele voltará por onde veio, e não entrará nesta cidade, oráculo de Javé.
34. Eu protegerei esta cidade e a salvarei, pela minha honra e pela honra do meu servo Davi".
35. Nessa mesma noite, o anjo de Javé saiu e feriu cento e oitenta e cinco mil homens no acampamento assírio. De manhã, ao despertar, só havia cadáveres.
36. Senaquerib, rei da Assíria, levantou o acampamento e partiu. Voltou para Nínive e aí ficou.
37. Certo dia, ele estava fazendo adoração no templo de Nesroc, seu deus. E seus filhos Adramelec e Sarasar o mataram à espada e fugiram para o país de Ararat. Seu filho Asaradon reinou em seu lugar.

[II Reis 20]
II Reis 20

O SINAL CONFIRMA A PALAVRA
1. Nessa ocasião, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal. O profeta Isaías, filho de Amós, foi visitá-lo. E lhe disse: "Assim diz Javé: Ponha em ordem a sua casa, porque você vai morrer, não vai escapar".
2. Então Ezequias virou o rosto para a parede e fez esta prece a Javé:
3. "Ah! Javé! Não te esqueças: eu procurei sempre andar na tua presença com toda a fidelidade e de coração limpo. Eu procurei fazer sempre o que era bom aos teus olhos". E Ezequias começou a chorar convulsivamente.
4. Isaías ainda não tinha deixado o pátio interno, quando recebeu a palavra de Javé:
5. "Vá falar a Ezequias, chefe do meu povo: Assim diz Javé, o Deus de seu antepassado Davi: escutei a sua oração, e vi as suas lágrimas. Vou curar você e, em três dias, você subirá ao Templo de Javé.
6. Eu vou aumentar em quinze anos a duração de sua vida, e vou livrá-lo das mãos do rei da Assíria, a você e a esta cidade. Vou proteger esta cidade pela honra do meu Nome e pela honra do meu servo Davi".
7. Isaías ordenou: "Tragam aqui um pão de figos". Pegaram um pão e o colocaram sobre a ferida, e o rei recuperou a saúde.
8. Ezequias perguntou: "Qual é o sinal de que Javé vai me curar, e de que subirei ao Templo de Javé dentro de três dias?"
9. Isaías respondeu: "O sinal de que Javé vai cumprir o que prometeu, é este: Você quer que a sombra avance ou volte para trás dez degraus?"
10. Ezequias disse: "Avançar dez degraus é fácil para a sombra. Quero que ela recue dez degraus".
11. O profeta Isaías invocou Javé, e este fez a sombra recuar dez degraus que o sol já havia descido, os degraus do quarto superior de Acaz, dez degraus para trás.

CONFIANÇA DESASTROSA
12. Nessa ocasião, o rei da Babilônia, Merodac-Baladã, filho de Baladã, mandou cartas e um presente a Ezequias, pois tinha recebido notícia de sua enfermidade e convalescença.
13. Ezequias ficou muito satisfeito com isso e mostrou toda a sua riqueza aos embaixadores: a prata, o ouro, os perfumes, o óleo fino, como também toda a casa de armas; enfim, tudo o que havia nos seus depósitos. Ezequias não deixou nada sem mostrar de tudo o que havia no seu palácio e dependências.
14. O profeta Isaías foi procurar o rei Ezequias e lhe perguntou: "O que disseram esses indivíduos? De onde vieram eles?" Ezequias respondeu: "Eles vieram de um país muito distante. Vieram da Babilônia".
15. Isaías perguntou: "O que é que eles viram no seu palácio?" Ezequias respondeu: "Eles viram tudo o que existe no meu palácio. Não há nada do meu tesouro que eu não lhes tenha mostrado".
16. Isaías disse, então, a Ezequias: "Escute a palavra de Javé:
17. Chegará o dia em que a Babilônia levará tudo o que existe no seu palácio, tudo o que seus antepassados foram ajuntando até o dia de hoje. Não vai sobrar nada diz Javé.
18. Alguns filhos que saíram de você, que você gerou, serão levados para que sirvam como eunucos no palácio do rei da Babilônia".
19. Ezequias disse a Isaías: "A palavra de Javé que você me transmite é de felicidade". Pois ele pensava assim: "Pelo menos durante a minha vida, haverá paz e segurança".
20. O resto da história de Ezequias, e do que ele fez, e como construiu o reservatório e o aqueduto para levar água à cidade, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
21. Ezequias morreu e foi enterrado. E seu filho Manassés lhe sucedeu no trono.

[II Reis 21]
II Reis 21

MANASSÉS EM JUDÁ: TEMPO DE OPRESSÃO
1. Manassés tinha doze anos quando subiu ao trono, e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hafsiba.
2. Fez o que Javé reprova, imitando as abominações das nações que Javé havia expulsado diante dos israelitas.
3. Reconstruiu os lugares altos que seu pai Ezequias havia destruído; ergueu altares para Baal e levantou um poste sagrado, como havia feito Acab, rei de Israel; prostrou-se diante de todo o exército do céu, que ele adorou;
4. construiu altares pagãos no Templo de Javé, a respeito do qual Javé havia dito: "Em Jerusalém colocarei o meu Nome";
5. ergueu também altares para todo o exército do céu nos dois pátios do Templo de Javé;
6. sacrificou seu filho no fogo; praticou adivinhação e magia, estabelecendo necromantes e adivinhos. E multiplicando as ações que Javé reprova, ele provocou a sua ira.
7. Fez e colocou o ídolo Aserá no Templo de Javé, do qual Javé havia dito a Davi e seu filho Salomão: "Colocarei o meu Nome para sempre neste Templo e em Jerusalém, que eu escolhi entre todas as tribos de Israel.
8. Não deixarei mais que os pés de Israel se tornem errantes, longe da terra que dei a seus antepassados, contanto que eles procurem agir conforme tudo o que lhe mandei, conforme a Lei que o meu servo Moisés ordenou para eles".
9. Mas eles não obedeceram, pois Manassés os corrompeu, a ponto de eles praticarem um mal ainda maior que as nações que Javé havia expulsado diante dos israelitas.
10. Então Javé falou através de seus servos, os profetas:
11. "Porque Manassés, rei de Judá, cometeu essas abominações; porque ele praticou o mal, ainda mais do que haviam feito antes dele os amorreus; e porque fez Judá pecar com seus ídolos.
12. Por isso, assim diz Javé, o Deus de Israel: Eu mandarei sobre Jerusalém e Judá uma desgraça tão grande que fará doer os dois ouvidos de quem ouvir falar dela.
13. Vou estender sobre Jerusalém o mesmo cordel que passei sobre Samaria, e o mesmo nível que usei para a família de Acab. Limparei Jerusalém, como se limpa um prato por dentro e por fora.
14. Abandonarei o resto da minha herança e os entregarei em poder de seus inimigos e se tornarão presa e despojo de todos os seus inimigos,
15. porque fizeram o que eu reprovo, e provocaram a minha ira, desde o dia em que seus antepassados saíram do Egito até hoje".
16. Manassés também derramou sangue inocente, a ponto de inundar Jerusalém toda. Isso sem contar os pecados que ele fez Judá cometer, praticando o que Javé reprova.
17. O resto da história de Manassés, o que ele fez e os pecados que cometeu, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
18. Manassés reuniu-se com seus antepassados e foi enterrado no jardim do palácio, o jardim de Oza. E seu filho Amon lhe sucedeu no trono.

AMON EM JUDÁ: GOLPE DE ESTADO E REVOLTA DOS CAMPONESES
19. Amon tinha vinte e dois anos quando subiu ao trono, e reinou dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Mesalemet; era filha de Harus e natural de Jeteba.
20. Amon fez o que Javé reprova, como seu pai Manassés.
21. Imitou em tudo o comportamento de seu pai: adorou os ídolos que seu pai havia adorado e se prostrou diante deles.
22. Abandonou Javé, Deus de seus antepassados, e não seguiu o caminho de Javé.
23. Os oficiais de Amon fizeram uma conspiração contra ele, e o mataram dentro do palácio.
24. O povo da terra, porém, matou todos os que tinham conspirado contra o rei Amon e, em seu lugar, proclamou seu filho Josias como rei.
25. O resto da história de Amon, e o que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
26. Ele foi sepultado no túmulo de seu pai, no jardim de Oza. E seu filho Josias lhe sucedeu no trono.

[II Reis 22]
II Reis 22

JOSIAS: A REFORMA E O LIVRO
1. Josias tinha oito anos quando subiu ao trono. E reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Idida; era filha de Hadaia e natural de Besecat.
2. Josias fez o que Javé aprova e seguiu em tudo o comportamento de seu antepassado Davi, sem se desviar, nem para a direita, nem para a esquerda.
3. No ano dezoito do seu reinado, o rei Josias mandou o secretário Safã, filho de Aslias, neto de Mesolam, ao Templo de Javé, com esta ordem:
4. "Vá encontrar-se com o sumo sacerdote Helcias, e diga-lhe que deixe preparado o dinheiro oferecido ao Templo de Javé e que os guardas da porta recolhem do povo.
5. Diga-lhe para entregar o dinheiro aos mestres de obras encarregados do Templo de Javé, a fim de que estes o distribuam aos operários que trabalham nas reformas do Templo de Javé:
6. aos carpinteiros, construtores e pedreiros. Que eles usem o dinheiro para comprar madeiras e pedras talhadas para a reforma do Templo.
7. Não será necessário pedir contas do dinheiro entregue a eles, porque são honestos". O sumo sacerdote Helcias informou o secretário Safã: "Achei o livro da Lei no Templo de Javé!" Entregou o livro a Safã, que o leu.
9. O secretário Safã foi falar com o rei: "Seus servos juntaram o dinheiro que havia no Templo e o entregaram aos mestres de obras do Templo de Javé".
10. Em seguida, contou ao rei que o sacerdote Helcias lhe havia dado um livro. E Safã leu o livro diante do rei.

SERÁ QUE O LIVRO É AUTÊNTICO?
11. Ao tomar conhecimento sobre o conteúdo do livro da Lei, o rei rasgou a roupa,
12. e deu esta ordem para o sacerdote Helcias, para Aicam, filho de Safã, para Acobor, filho de Micas, para o secretário Safã e para o ministro Asaías:
13. "Vão consultar Javé por mim e pelo povo, a respeito do conteúdo desse livro que foi encontrado. A ira de Javé deve ser grande contra nós, porque nossos antepassados não obedeceram às palavras desse livro, e não praticaram tudo o que nele está escrito".
14. O sacerdote Helcias, Aicam, Acobor, Safã e Asaías foram encontrar-se com a profetisa Hulda, mulher do guarda dos vestiários, de nome Selum, filho de Tícua e neto de Haraas. Ela morava em Jerusalém, no Bairro Novo. Expuseram para ela o caso,
15. e ela respondeu: "Assim diz Javé, o Deus de Israel. Digam a quem enviou vocês a mim:
16. Assim diz Javé, Deus de Israel: 'Vou fazer cair uma desgraça sobre este lugar e sobre seus habitantes. Vou enviar todas as maldições que estão nesse livro, que o rei de Judá leu.
17. Eles me abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, e me irritaram com toda a obra de suas mãos. Por isso, minha ira se inflamou contra este lugar, e não se apagará'.
18. E ao rei de Judá, que os enviou para consultar Javé, vocês dirão: 'Assim diz Javé, o Deus de Israel: Porque, ouvindo a leitura do livro,
19. você se comoveu de coração e se humilhou diante de Javé; porque você escutou as palavras que pronunciei contra este lugar e seus habitantes, que serão objeto de espanto e maldição; porque você rasgou a roupa e chorou na minha frente, eu também ouvi você - oráculo de Javé.
20. Por isso eu o reunirei a seus antepassados. Você vai ser enterrado em paz na sua sepultura, e os seus olhos não verão todos os males que vou enviar sobre este lugar'." Então eles foram levar ao rei a resposta da profetisa.

[II Reis 23]
II Reis 23

O DEUTERONÔMIO SE TORNA LEI DE ESTADO
1. O rei convocou todos os anciãos de Judá e Jerusalém para uma reunião.
2. Depois subiu para o Templo de Javé com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém: sacerdotes, profetas e todo o povo, adultos e crianças. Leu para eles as palavras do Livro da Aliança encontrado no Templo de Javé.
3. De pé, sobre o estrado, o rei concluiu, diante de Javé, a aliança para seguir a Javé, obedecendo a seus mandamentos, testemunhos e estatutos, com todo o coração e com toda a alma, cumprindo todas as palavras dessa aliança, escritas nesse livro. E todo o povo aderiu à aliança.

REFAZENDO A IDENTIDADE DO POVO
4. O rei ordenou ao sumo sacerdote Helcias, aos sacerdotes de segunda ordem e aos guardas da porta, que tirassem do santuário de Javé todos os objetos feitos para o culto de Baal, do ídolo Aserá e de todo o exército do céu. Os objetos foram queimados fora de Jerusalém, nos campos do Cedron, e suas cinzas foram levadas para Betel.
5. Depois ele destituiu os falsos sacerdotes que os reis de Judá haviam estabelecido para queimar incenso nos lugares altos das cidades de Judá e arredores de Jerusalém. Destituiu também aqueles que queimavam incenso para Baal, para o sol, para a lua, para as constelações e para todo o exército do céu.
6. Retirou do Templo de Javé o ídolo Aserá, levando-o para fora de Jerusalém, para o riacho do Cedron. Queimou o ídolo junto ao riacho do Cedron, e o reduziu a cinzas, que foram jogadas na vala comum.
7. Destruiu as casas de prostituição sagrada que havia no Templo de Javé, onde as mulheres teciam vestes para Aserá.
8. Mandou vir todos os sacerdotes das cidades de Judá e profanou os lugares altos onde esses sacerdotes haviam queimado incenso, desde Gaba até Bersabéia. Destruiu o lugar alto da porta, que ficava na entrada da porta de Josué, governador da cidade, à esquerda de quem entra pela porta da cidade.
9. Os sacerdotes dos lugares altos foram proibidos de subir ao altar de Javé em Jerusalém, mas podiam comer os pães sem fermento no meio de seus irmãos.
10. Josias profanou o Tofet que existia no vale de Ben-Enom, para que ninguém sacrificasse no fogo seu filho ou filha em honra do deus Moloc.
11. Eliminou os cavalos que os reis de Judá haviam instalado em honra do sol, na entrada do Templo de Javé, perto do aposento do funcionário Natã Melec, que ficava nas dependências. Queimou também os carros do sol.
12. O rei destruiu os altares que estavam no terraço do aposento superior de Acaz e que tinham sido construídos pelos reis de Judá, e também os altares que Manassés tinha mandado fazer nos dois pátios do Templo de Javé; retirou-os daí e mandou jogar as cinzas no riacho do Cedron.
13. O rei profanou os lugares altos que ficavam na frente de Jerusalém, ao sul do monte da Perdição, lugares que Salomão, rei de Israel, tinha construído em honra de Astarte, abominação dos sidônios, em honra de Camos, abominação dos moabitas, e em honra de Melcom, abominação dos amonitas.
14. Quebrou as estelas, derrubou os postes sagrados e encheu o lugar com ossos humanos.

PROCURANDO REUNIFICAR O POVO
15. Josias destruiu também o altar que estava em Betel, lugar alto que Jeroboão, filho de Nabat, havia construído e com o qual havia arrastado Israel ao pecado. Destruiu esse lugar alto, quebrou suas pedras, reduzindo-as a pó, e queimou o poste sagrado.
16. Josias voltou-se e viu os túmulos que estavam na montanha. Então mandou recolher os ossos daqueles túmulos e os queimou sobre o altar. Desse modo, profanou o altar, cumprindo a palavra de Javé, que o homem de Deus havia anunciado quando Jeroboão, durante a festa, estava junto ao altar. Ao se voltar, Josias levantou os olhos para o túmulo do homem de Deus que havia anunciado essas coisas,
17. e perguntou: "De quem é esse túmulo?" Os homens da cidade responderam: "É o túmulo do homem de Deus, que veio de Judá, e anunciou o que você acaba de fazer com o altar de Betel".
18. Então o rei disse: "Deixem o homem de Deus em paz. Que ninguém toque em seus ossos". Deixaram, assim, os ossos do homem de Deus em paz, bem como os ossos do profeta que tinha vindo da Samaria.
19. Josias fez desaparecer também todos os templos dos lugares altos, que havia na cidade de Samaria. Esses templos tinham sido construídos pelos reis de Israel para irritar a Javé. Josias fez com eles o mesmo que já havia feito em Betel.
20. Josias imolou, sobre os altares, todos os sacerdotes dos lugares altos que aí se encontravam; e, por cima deles, queimou ossos humanos. Depois voltou para Jerusalém.

REVIVENDO O IDEAL DE UMA NOVA SOCIEDADE
21. O rei ordenou a todo o povo: "Celebrem a Páscoa em honra de Javé, Deus de vocês, conforme está ordenado neste Livro da Aliança".
22. Nunca tinha sido celebrada uma Páscoa como essa, desde o tempo em que os juízes governavam Israel, nem durante todo o tempo dos reis de Israel e de Judá.
23. Foi somente no ano dezoito do rei Josias que tal Páscoa foi celebrada em honra de Javé, em Jerusalém.

JOSIAS: O REI JUSTO
24. Josias eliminou também os necromantes, os adivinhos, os deuses domésticos, os ídolos e todas as abominações que se viam no país de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da Lei escritas no livro que o sacerdote Helcias encontrou no Templo de Javé.
25. Nenhum dos reis anteriores se voltou para Javé como ele se voltou de todo o coração, de toda a alma e com toda a sua força, conforme a Lei de Moisés. Mesmo depois, não surgiu outro como ele.
26. Apesar disso, Javé não deixou de lado o furor de sua grande ira, que se havia inflamado contra Judá, por causa de todas as ofensas com que Manassés o tinha ofendido.
27. Javé disse: "Também expulsarei Judá para longe da minha presença, da mesma forma como expulsei Israel. Vou rejeitar Jerusalém, esta cidade que eu tinha escolhido, e o Templo sobre o qual eu tinha dito: Aí estará o meu Nome".
28. O resto da história de Josias, e o que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
29. No seu tempo, o Faraó Necao, rei do Egito, subiu para se encontrar com o rei da Assíria, junto ao rio Eufrates. O rei Josias marchou contra ele, mas, na primeira batalha em Meguido, Necao o matou.
30. Os servos de Josias transportaram seu corpo num carro, o levaram de Meguido para Jerusalém, e o enterraram no seu túmulo. Então o povo da terra pegou Joacaz, filho de Josias, o ungiu e o colocou no trono em lugar de seu pai.

JOACAZ E A DOMINAÇÃO EGÍPCIA
31. Joacaz tinha vinte e três anos quando subiu ao trono, e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamital. Ela era filha de Jeremias e natural de Lebna.
32. Ele fez o que Javé reprova, como haviam feito seus antepassados.
33. O Faraó Necao prendeu Joacaz em Rebla, no país de Emat, para que ele não reinasse mais em Jerusalém. O Faraó impôs ao país um tributo de três toneladas e meia de prata, e trinta e quatro quilos de ouro.
34. Colocou no trono Eliacim, filho de Josias, em substituição a seu pai Josias, mudando o nome dele para Joaquim. Levou Joacaz para o Egito, onde ele morreu.
35. Joaquim pagou o tributo de prata e ouro ao Faraó. Mas, para pagar a quantia exigida pelo Faraó, teve que criar impostos no país. Conforme as possibilidades de cada um, exigiu a prata e o ouro necessários para pagar ao Faraó Necao.

JOAQUIM E A DOMINAÇÃO BABILÔNICA
36. Joaquim tinha vinte e cinco anos quando subiu ao trono, e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Zebida. Ela era filha de Fadaías e natural de Ruma.
37. Joaquim fez o que Javé reprova, como haviam feito seus antepassados.

[II Reis 24]
II Reis 24

1. Nessa época, Nabucodonosor, rei da Babilônia, marchou contra Joaquim e o submeteu por três anos. Depois Joaquim se revoltou de novo contra Nabucodonosor.
2. Javé mandou contra Joaquim bandos de caldeus, arameus, moabitas e amonitas. Ele os mandou para destruir Judá, conforme a palavra que Javé tinha dito por meio de seus servos, os profetas.
3. Isso aconteceu a Judá, unicamente por ordem de Javé, para que Judá fosse expulso de sua presença. Foi por causa dos pecados de Manassés e de tudo o que ele fez,
4. e também por causa do sangue inocente que ele derramou e como qual inundou Jerusalém; foi por isso que Javé não quis perdoar.
5. O resto da história de Joaquim, e o que ele fez, tudo está escrito nos Anais dos Reis de Judá.
6. Joaquim reuniu-se a seus antepassados. E seu filho Jeconias lhe sucedeu no trono.
7. O rei do Egito não saiu mais de seu país, porque o rei de Babilônia se havia apossado de todos os territórios que pertenciam ao rei do Egito, desde o riacho do Egito até o rio Eufrates.

JECONIAS E O PRIMEIRO EXÍLIO NA BABILÔNIA
8. Jeconias tinha dezoito anos quando subiu ao trono, e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Noesta. Ela era filha de Elnatã e natural de Jerusalém.
9. Jeconias fez o que Javé reprova, como havia feito seu pai.
10. Nesse tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e cercaram a cidade.
11. Nabucodonosor, rei da Babilônia, foi em pessoa atacar a cidade que seus oficiais haviam cercado.
12. Então Jeconias, rei de Judá, juntamente com sua mãe, seus oficiais, seus chefes e funcionários, se entregou ao rei da Babilônia, e este os fez prisioneiros. Isso aconteceu no oitavo ano do reinado de Jeconias.
13. Nabucodonosor levou embora todos os tesouros do Templo de Javé e os tesouros do palácio real. Quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o Templo, conforme as ordens de Javé.
14. Levou para o exílio toda a cidade de Jerusalém, todos os chefes e os notáveis, cerca de dez mil pessoas. Levou também todos os ferreiros e artesãos. Deixou no país somente o povo mais pobre.
15. Exilou Jeconias para Babilônia. Levou também, de Jerusalém para a Babilônia, a mãe do rei, suas mulheres, seus funcionários, a classe governante
16. e todos os ricos: cerca de sete mil pessoas. Levou ainda os ferreiros e artesãos: cerca de mil pessoas, todos os homens aptos para a guerra.
17. Em lugar de Jeconias, Nabucodonosor nomeou rei a Matanias, tio de Jeconias, mudando o nome dele para Sedecias.

SEDECIAS: UMA POLÍTICA SUICIDA
18. Sedecias tinha vinte e um anos quando subiu ao trono, e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamital. Ela era filha de Jeremias e natural de Lebna.
19. Sedecias fez o que Javé reprova, como havia feito Jeconias.
20. Isso aconteceu a Jerusalém e a Judá por causa da ira de Javé, que acabou por rejeitá-los de sua presença. Sedecias se revoltou contra o rei da Babilônia.

[II Reis 25]
II Reis 25

1. No nono ano do seu reinado, no dia dez do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, com todo o seu exército, atacou Jerusalém. Acampou diante da cidade e construiu ao redor dela torres de assalto.
2. A cidade ficou cercada até o ano onze do reinado de Sedecias,
3. até o dia nove do quarto mês. A fome apertou na cidade, e o povo não tinha nada para comer.
4. Então foi aberta uma brecha nas muralhas da cidade. E o rei, com todos os soldados, fugiu de noite pela porta que fica entre as duas muralhas, perto do jardim do rei. Tomaram o caminho da Arabá, enquanto os caldeus ainda cercavam a cidade.
5. O exército caldeu perseguiu o rei e o alcançou nas planícies de Jericó, enquanto os soldados dele o abandonaram e se dispersaram.
6. Os caldeus prenderam o rei e o levaram ao rei da Babilônia, que estava em Rebla e que pronunciou a sentença contra Sedecias.
7. Nabucodonosor mandou degolar os filhos de Sedecias na presença do pai. Depois furou os olhos do rei, o algemou e o levou para a Babilônia.

SEGUNDO EXÍLIO E FIM DO REINO DE JUDÁ
8. No dia sete do quinto mês, correspondendo ao ano dezenove de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nabuzardã, chefe da guarda e oficial do rei da Babilônia, chegou a Jerusalém.
9. Ele pôs fogo no Templo de Javé, no palácio real e em todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as mansões.
10. Ao mesmo tempo, o exército caldeu, que acompanhava Nabuzardã, chefe da guarda, destruiu as muralhas que rodeavam Jerusalém.
11. Nabuzardã exilou o resto do povo que tinha ficado na cidade, os desertores que tinham passado para o lado do rei da Babilônia e o resto da população.
12. O chefe da guarda deixou uma parte do povo pobre da terra, para trabalhar nas vinhas e nos campos.
13. Os caldeus quebraram as colunas de bronze, as bases entalhadas e o Mar de bronze que estavam no Templo de Javé, e levaram o bronze para a Babilônia.
14. Levaram também os recipientes para cinzas, as pás, facas, taças e todos os objetos de bronze que eram usados no culto.
15. O chefe da guarda pegou os incensórios, as vasilhas para aspersão e tudo o que era de ouro e prata.
16. Quanto às duas colunas, ao Mar e às bases entalhadas, que Salomão tinha feito para o Templo de Javé, era impossível calcular o peso de bronze de todos esses objetos.
17. Cada coluna tinha nove metros de altura e terminava num capitel de bronze de dois metros e meio de altura, enfeitado de um trançado e de romãs, tudo feito de bronze.
18. O chefe da guarda prendeu Saraías, sacerdote chefe, Sofonias, sacerdote que ocupava o segundo lugar, e os três guardas das portas.
19. Na cidade, prendeu um funcionário, que era chefe do exército, cinco conselheiros do rei, que se encontravam na cidade, o secretário do chefe do exército, que mobilizava o povo da terra, e sessenta cidadãos que se encontravam na cidade.
20. Nabuzardã, chefe da guarda, prendeu todos esses e os levou ao rei da Babilônia, em Rebla.
21. O rei da Babilônia mandou matá-los em Rebla, no território de Emat. Desse modo, Judá foi exilado para longe do seu país.

ÚLTIMA E INÚTIL REVOLTA
22. Nabucodonosor, rei da Babilônia, nomeou Godolias, filho de Aicam e neto de Safã, para governar o povo que Nabucodonosor deixou no território de Judá.
23. Quando todos os oficiais das tropas e seus homens souberam que o rei da Babilônia tinha nomeado Godolias como governador, foram encontrar-se com ele em Masfa. Eram eles: Ismael, filho de Natanias; Joanã, filho de Carea; Saraías, filho de Taneumet, netofatita; e Jezonias, maacatita. Eles foram junto com seus homens.
24. Godolias jurou a todos eles: "Não tenham medo e se submetam aos caldeus. Fiquem na terra, obedeçam ao rei da Babilônia, e tudo correrá bem para vocês".
25. No sétimo mês, porém, Ismael filho de Natanias e neto de Elisama, que era de descendência real, foi com dez homens e matou Godolias, junto com os judeus e caldeus que estavam com ele em Masfa.
26. Então todo o povo, adultos e crianças, com os chefes das tropas, fugiram para o Egito, porque ficaram com medo dos caldeus.

HORIZONTE DE ESPERANÇA
27. No ano trinta e sete do exílio de Jeconias, rei de Judá, no dia vinte e sete do décimo segundo mês, Evil-Merodac, rei da Babilônia, no ano em que subiu ao trono, concedeu anistia a Jeconias, rei de Judá, e o tirou da prisão.
28. Tratou-o amigavelmente e concedeu-lhe um trono mais alto que dos outros reis que estavam com ele na Babilônia.
29. Jeconias tirou as roupas de prisioneiro e começou a comer sempre na mesa do rei, durante todos os dias de sua vida.
30. Enquanto viveu, seu sustento foi garantido constantemente pelo rei.

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